MP revela atuação da milícia em terras e TV pirata na Região dos Lagos, envolvendo cidades como Búzios e Cabo Frio. Segundo o Ministério Público do Rio (MPRJ), o grupo paramilitar sequestrou traficantes para forçar a redução da taxa cobrada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP) sobre o serviço ilegal de TV a cabo em loteamentos.
As investigações apontam que o esquema envolve grilagem de terras e exploração de serviços clandestinos em diferentes localidades. O promotor Rafael Dopico, do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), explicou que a milícia pagava mensalidades ao tráfico para operar a “gatonet”, mas o valor foi reajustado, gerando o sequestro.
Áudios anexados ao processo mostram um dos sequestrados implorando para que o chefe do tráfico pagasse o resgate. Mesmo assim, as vítimas foram libertadas sem pagamento após o impasse.
O caso expõe a disputa territorial entre milicianos e traficantes na Região dos Lagos e o avanço de práticas criminosas que incluem extorsão, grilagem e serviços clandestinos.














