Motorista de app morre a golpes de canivete após briga por amor

Uma discussão motivada por uma antiga disputa amorosa terminou em tragédia na noite de quarta-feira. O motorista de aplicativo e designer gráfico Wesley Vieira da Silva, de 33 anos, foi morto a golpes de canivete em via pública.

Disputa amorosa antiga termina em morte a golpes de canivete

O crime aconteceu no bairro Flor da Serra. A Polícia Militar foi chamada por volta das 19h por moradores que ouviram a confusão no meio da rua. Quando os agentes chegaram ao endereço indicado, encontraram Wesley já caído no chão, inconsciente e sem os sinais vitais, com diversos ferimentos provocados por lamina.

Pouco tempo depois do encontro do corpo, as equipes policiais iniciaram buscas na região e localizaram o suspeito do ataque nas proximidades do local do crime. O homem, de 32 anos, também apresentava cortes e ferimentos na perna e em uma das mãos, decorrentes do confronto físico entre os dois envolvidos.

Diante das lesões, o suspeito recebeu atendimento de emergência no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em seguida, ele foi levado sob escolta para o Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST), onde passou por cuidados médicos antes de seguir para a delegacia.

O que já se sabe sobre o crime e a investigação

Na delegacia da Polícia Civil, o homem de 32 anos prestou depoimento e alegou ter agido em legítima defesa durante o confronto. Segundo a versão apresentada por ele aos investigadores, a briga começou devido a um desentendimento antigo envolvendo relacionamento amoroso. Após prestar os esclarecimentos e passar pelos procedimentos de praxe, o suspeito foi liberado para responder ao processo em liberdade neste primeiro momento.

A Polícia Civil instaurou um inquérito policial para apurar detalhadamente as circunstâncias do homicídio. Os investigadores vão ouvir testemunhas que moram no bairro Flor da Serra, analisar eventuais imagens de câmeras de segurança de imóveis da região e aguardar os laudos periciais do Instituto Médico Legal e da perícia criminal para confrontar a versão de legítima defesa apresentada pelo autor dos golpes.

O corpo do motorista Wesley Vieira da Silva foi encaminhado para o exame necroscópico, que vai apontar a quantidade exata de golpes e a causa formal do óbito. O caso gerou comoção entre colegas de profissão e moradores do bairro, que relataram assustados a movimentação de viaturas no início da noite.

Quem responde por isso e como funciona a apuração policial

A apuração do caso está sob responsabilidade da equipe de investigação da Polícia Civil local. A Polícia Militar atuou no isolamento da cena do crime e na localização rápida do suspeito logo após o chamado de emergência efetuado pela vizinhança pelo número 190.

A alegação de legítima defesa apresentada em sede policial é uma tese prevista no Código Penal brasileiro, mas precisa ser comprovada por provas materiais e testemunhais ao longo do inquérito. A autoridade policial avalia a presença de elementos como a proporcionalidade da reação e a iminência da agressão antes de decidir pela manutenção da prisão em flagrante ou pela liberação do investigado.

Nos próximos dias, novas testemunhas devem prestar depoimento para esclarecer como os dois homens se encontraram na rua e quem iniciou as agressões físicas que culminaram no golpe fatal.

Como denunciar e ajudar com informações para a polícia

A colaboração da população é fundamental em investigações criminais de qualquer natureza. Quem testemunhou a briga ou possui informações adicionais sobre o histórico do desentendimento entre os envolvidos pode procurar diretamente a delegacia de polícia mais próxima para prestar depoimento voluntário.

Para quem deseja enviar informações de forma totalmente anônima, sem se identificar ou colocar a própria segurança em risco, é possível utilizar os canais oficiais de denúncia do estado ou ligar para o Disque Denúncia pelo telefone 181. O serviço funciona 24 horas por dia e garante o sigilo absoluto do denunciante.

Em ocorrências com emergência em andamento, brigas violentas ou presença de pessoas armadas em via pública, a orientação imediata é ligar para o 190 da Polícia Militar e não tentar intervir diretamente no conflito para evitar novos feridos.

O que fazer se você presenciar uma briga violenta na rua

Especialistas em segurança pública orientam que a população nunca deve tentar separar discussões acaloradas ou brigas corporais, especialmente quando houver suspeita ou presença visível de objetos cortantes, facas ou armas de fogo. A atitude correta é buscar abrigo seguro em um estabelecimento comercial ou residência e acionar o socorro imediato.

Ao ligar para os serviços de emergência como o 190 da Polícia Militar ou o 192 do Samu, tente fornecer ao atendente o endereço mais preciso possível, incluindo pontos de referência, número de pessoas envolvidas e se há feridos necessitando de atendimento médico urgente. Detalhes sobre características físicas, roupas ou direção de fuga dos suspeitos ajudam no trabalho rápido das equipes de patrulhamento.

Foto: Metropoles

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