Motorista de ambulância é acusado de matar 6 idosos com injeção de ar

Um motorista de ambulância de 27 anos vai a julgamento na Itália acusado de matar seis pacientes idosos injetando ar na veia deles durante os transportes médicos. A promotoria aponta que ele agia de forma obsessiva e predatória contra os vulneráveis.

A investigação principal trata da morte de Deanna Mambelli, de 85 anos, ocorrida em novembro de 2023. O acusado, Luca Spada, trabalhava como socorrista para a Cruz Vermelha local, mas não possuía formação completa como paramédico. Ele nega todas as acusações apresentadas pela Justiça.

Motorista de ambulância vai a julgamento acusado de matar idosos com injeção de ar na veia

Segundo os investigadores da polícia italiana, o suspeito aproveitava o momento em que ficava a sós com os pacientes no compartimento traseiro do veículo. Nesses trajetos, ele injetava doses letais de ar nos acessos venosos dos idosos graves. Essa prática provoca uma embolia gasosa fulminante, que paralisa o coração ou o cérebro em poucos minutos.

O caso chocou o país e acendeu o alerta em entidades de saúde de todo o mundo sobre a fiscalização de profissionais no transporte sanitário. O julgamento da primeira morte confirmada está marcado para começar no dia 15 de outubro, no Tribunal de Assise de Forlì.

Quem são as vítimas e o que a polícia confirmou até agora

Além do caso da idosa Deanna Mambelli, que deu origem à primeira denúncia formal, o motorista é investigado pelas mortes de outros cinco idosos transportados pela mesma equipe. As outras vítimas identificadas pela promotoria são Mirella Montanari, Francesco Mario Scavone, Edoarda Gasperini, Vincenzo Pesci e Vittorio Benini.

A polícia relatou que o suspeito escolhia idosos debilitados para que as mortes fossem facilmente confundidas com paradas cardíacas naturais decorrentes da idade avançada. A defesa das famílias afetadas contratou advogados para atuar como assistentes de acusação no tribunal e afirma que as provas reunidas pela investigação são extremamente consistentes.

Os outros cinco inquéritos continuam abertos e pendentes de perícia técnica, mas a expectativa do Ministério Público local é de que novos processos formais de homicídio qualificado sejam anexados ao caso principal nos próximos meses.

O que é a embolia por ar e por que ela é fatal no sangue

A embolia gasosa ocorre quando bolhas de ar entram na corrente sanguínea através de seringas, cateteres ou equipamentos venosos sem a devida purgação. Quando o ar atinge os vasos de menor calibre, ele bloqueia a passagem do sangue para órgãos vitais como coração, pulmões ou cérebro.

Em procedimentos médicos normais, enfermeiros e médicos seguem protocolos rigorosos para retirar qualquer bolha de ar de tubos e seringas antes de conectar a medicação no paciente. No caso investigado, a suspeita é de injeção deliberada e direta de grandes volumes de ar, o que impede qualquer chance de socorro imediato dentro da ambulância.

Os sintomas de uma embolia por ar surgem em segundos, incluindo falta de ar súbita, dor no peito, perda de consciência e parada cardiorrespiratória. Como os pacientes transportados já estavam debilitados, os quadros foram tratados inicialmente como complicações de saúde normais.

Como funciona a segurança e o acompanhamento no transporte de pacientes

O transporte de pacientes por ambulâncias exige regras claras de supervisão e conduta profissional. Em viagens de remoção simples ou de emergência, a legislação de saúde estabelece a presença de equipes capacitadas e identificadas, separando a função de quem dirige a ambulância do atendimento prestado no leito do veículo.

Motoristas de ambulância devem focar na condução segura do veículo e na assistência logística. Medicamentos e manipulação de acessos venosos são tarefas exclusivas de técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos qualificados. A invasão dessas atribuições por profissionais não autorizados representa infração grave e crime de exercício ilegal da medicina.

Familiar ou acompanhante tem direito garantido por lei em diversos tipos de transporte, especialmente no caso de idosos, menores de idade e pessoas com deficiência. Estar presente durante o trajeto ajuda a garantir o conforto do paciente e a fiscalização do atendimento prestado.

Como denunciar irregularidades e agir em casos de suspeita no atendimento

A segurança dos serviços de saúde públicos e privados depende também da atenção de familiares e pacientes. Sempre que presenciar condutas suspeitas, descaso ou agressões durante um atendimento em ambulância ou hospital no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, você pode recorrer aos canais oficiais de denúncia.

Para denunciar irregularidades em atendimentos médicos ou abusos cometidos por profissionais da saúde no Estado do Rio de Janeiro, o cidadão pode ligar para a Ouvidoria do SUS pelo telefone 136, ou procurar a ouvidoria do hospital e da empresa de ambulância responsável pelo serviço.

Em caso de crimes, maus-tratos ou agressões contra idosos e vulneráveis, acione imediatamente a Polícia Militar pelo número 190 ou faça um relato anônimo no Disque Denúncia do Rio pelo telefone 2253-1177, disponível 24 horas por dia. O registro presencial também pode ser feito em qualquer delegacia da Polícia Civil.

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