Motociclista atropelado por menor bêbado morre após 8 dias internado

O motociclista Fábio Alves Barbosa, de 50 anos, morreu na terça-feira (25) após passar oito dias internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva. Ele foi atingido junto com a esposa por uma caminhonete dirigida por um adolescente de 17 anos com sinais de embriaguez.

O acidente aconteceu no dia 16 de agosto e chocou os moradores da região. A confirmação do óbito veio da equipe médica do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, conhecido como Hugol, onde o trabalhador estava sob cuidados intensivos.

Tragédia familiar deixa duas vítimas fatais após colisão violenta

Com o falecimento de Fábio, o trágico atropelamento passa a contabilizar duas vítimas fatais. A esposa dele, Neifa Freitas de Farias Alves, também de 50 anos, morreu no dia 20 de agosto, quatro dias após o impacto violento da caminhonete contra o casal.

Neifa também deu entrada na unidade de saúde em situação extremamente crítica. Segundo o boletim do hospital, ela passou pelo protocolo oficial de investigação de morte encefálica antes de ter o óbito confirmado pelos médicos responsáveis pelo atendimento.

O mesmo procedimento médico de constatação foi realizado no caso de Fábio. Apesar de todos as manobras e tentativas de reanimação ao longo dos oito dias de internação, o organismo do homem não respondeu aos tratamentos aplicados na UTI.

Como aconteceu o atropelamento do casal?

As investigações apontam que o casal trafegava em uma motocicleta na data do crime quando foi atingido em cheio pelo veículo de grande porte. A caminhonete era guiada por um jovem de apenas 17 anos, que não possui carteira de habilitação por ser menor de idade.

De acordo com os agentes da Polícia Civil que atuam no caso, o adolescente apresentava visíveis sinais de embriaguez no momento do socorro. Ele foi apreendido pelas autoridades policiais logo após a colisão e conduzido para os procedimentos cabíveis previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A força da batida destruiu a motocicleta do casal e causou traumas graves em ambos. O resgate prestou os primeiros socorros ainda no local do acidente e encaminhou os dois com urgência para a emergência do Hugol.

O que acontece agora com o adolescente envolvido?

Como o condutor do veículo tem 17 anos, ele responde por ato infracional análogo aos crimes de trânsito e homicídio. Com a confirmação da segunda morte, a situação jurídica do jovem se agrava perante a Vara da Infância e da Juventude.

Segundo a polícia, os laudos periciais sobre o estado de embriaguez do jovem e a velocidade do veículo no momento da colisão vão compor o processo. O caso segue sob análise das autoridades judiciais para determinar a medida socioeducativa aplicável ao infrator.

As famílias de vítimas de acidentes causados por motoristas embriagados cobram respostas rápidas da Justiça. A punição para menores de idade que dirigem sem habilitação e sob efeito de álcool prevê desde a liberdade assistida até a internação em estabelecimento socioeducativo.

Qual o gesto de solidariedade feito pela família?

No meio de tanta dor e perda irreparável, os parentes de Fábio Alves Barbosa e Neifa Freitas de Farias Alves tomaram uma decisão generosa. A família autorizou a doação de órgãos de ambos os falecidos após a confirmação dos óbitos pela equipe médica do Hugol.

A atitude dos familiares vai permitir que outras pessoas que aguardavam na fila de transplante recebam uma nova chance de vida. O processo de captação dos órgãos foi realizado pela equipe especializada da central de doações da rede pública de saúde.

A doação de órgãos no Brasil exige a autorização expressa dos familiares de primeiro ou segundo grau. Mesmo enfrentando a perda dupla em um intervalo de poucos dias, os parentes optaram por transformar a tragédia em esperança para pacientes internados.

Como funciona o processo de doação de órgãos no SUS?

Para que a doação de órgãos aconteça, a lei brasileira exige a realização de um protocolo rigoroso de diagnóstico de morte encefálica. Esse exame é feito por médicos diferentes e inclui testes clínicos e complementares para garantir a total certeza do quadro definitivo.

Após a comprovação médica e a autorização da família por escrito, a Central de Captação de Órgãos é acionada imediatamente. O sistema cruza os dados do doador com a lista de espera para identificar a compatibilidade com os pacientes cadastrados no Sistema Único de Saúde.

Órgãos como rins, fígado, corações e pulmões podem ser salvos e implantados em poucas horas após a captação. Para tirar dúvidas ou manifestar o desejo de ser doador em vida, qualquer cidadão pode conversar abertamente com seus familiares ou procurar o posto de saúde mais próximo.

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