Morte em cirurgia de aumento de pênis leva médico à condenação

Ehud Arye Laniado

A morte em cirurgia de aumento de pênis ocorrida em 2019 levou à condenação do médico responsável pelo procedimento, segundo decisão divulgada em janeiro de 2026 pela Justiça francesa. O caso envolveu o bilionário do setor de diamantes Ehud Arye Laniado, que morreu durante uma cirurgia estética realizada em uma clínica privada frequentada por celebridades e milionários, em Paris.

De acordo com as investigações, o procedimento foi realizado fora do horário comercial e sem a adoção de protocolos médicos adequados. O paciente sofreu uma parada cardíaca após a aplicação de substâncias anestésicas, e a apuração apontou demora no acionamento de socorro médico especializado.

Após quase cinco anos de tramitação, a Justiça condenou o cirurgião Guy H., impondo pena de prisão em regime brando e a proibição definitiva do exercício da medicina. Um médico assistente também foi responsabilizado, mas teve a pena de 12 meses de prisão suspensa.

A decisão destacou falhas consideradas graves, como a omissão no atendimento de emergência e a condução de um procedimento sem respaldo nos protocolos exigidos para esse tipo de intervenção médica. Esses pontos foram determinantes para o entendimento de responsabilidade profissional.

A longa demora para a conclusão do julgamento também passou a integrar o escândalo. O processo acumulou anos de laudos, perícias e adiamentos até o reconhecimento oficial das irregularidades cometidas durante a cirurgia.

O caso reacende o debate sobre os limites da chamada medicina de luxo, especialmente em procedimentos estéticos de alto risco realizados fora de ambientes hospitalares plenamente equipados.

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