Morte do filho de Piruinha: Marcelo Cupim é capturado após 7 anos

Marcelo Cupim

Marcelo Cupim foi preso nesta segunda-feira (30), acusado de envolvimento direto na morte de Haylton Carlos Gomes Escafura, filho do histórico bicheiro José Caruzzo Escafura, o “Piruinha”. A namorada de Haylton, a soldado da Polícia Militar Franciene de Souza, também foi assassinada na ação. O duplo homicídio ocorreu em 2017, em meio a uma disputa por pontos do jogo do bicho na cidade do Rio de Janeiro.

A operação que resultou na prisão de Marcelo Cupim foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Corregedoria da PM.

Prisão e mandados

Além da prisão preventiva de Marcelo Cupim, a Justiça expediu 15 mandados de busca e apreensão, cumpridos em residências nas cidades do Rio de Janeiro, Cabo Frio e Florianópolis. Entre os seis alvos estão dois policiais militares.

O crime ocorreu após Haylton tentar retomar espaços que, segundo a investigação, haviam sido arrendados a Cupim pelo próprio pai, Piruinha. Essa tentativa reacendeu conflitos dentro da contravenção.

Históricos criminais

Em 2023, Marcelo Cupim já havia sido preso por chefiar o jogo do bicho na Zona Norte. À época, foi denunciado por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele estava foragido desde então, até ser capturado enquanto levava a filha à escola.

A investigação também apura se matadores do “Escritório do Crime” participaram da execução de Haylton e Franciene, que foram mortos com mais de 10 tiros dentro de um quarto do Hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, em junho de 2017. Pistolas e fuzis foram usados no ataque.

Disputa sangrenta na contravenção

A morte de Haylton representou um marco na violenta disputa interna pelo controle dos pontos do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Mesmo após sua prisão, Marcelo Cupim segue no centro das investigações que visam desmantelar os resquícios da “velha cúpula” da contravenção carioca.

O caso continua sendo investigado, e outras prisões não estão descartadas.

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