Morte de soldado do Exército em Batalhão de Deodoro gera investigação

Batalhão de Polícia do Exército

A morte de soldado do Exército dentro do 11º Batalhão de Polícia do Exército, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, está sendo investigada. A vítima é Rafael Pereira, de 19 anos, que foi baleado na unidade militar na última terça-feira (17) e não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), Rafael foi socorrido imediatamente e levado ao Hospital Geral do Rio de Janeiro (HGeRJ), mas não sobreviveu.

Testemunhas nas redes sociais relataram que o disparo teria ocorrido quando Rafael voltava à unidade após levar o lixo para fora. Essa informação, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelo Comando.

Exército abriu procedimento para apurar o caso

O Comando Militar do Leste informou que instaurou um procedimento administrativo para investigar as circunstâncias da morte de soldado do Exército. O processo corre sob segredo de justiça, o que impede que detalhes sejam divulgados neste momento.

“O procedimento segue em segredo de justiça, não cabendo ao CML comentar sobre processos em andamento”, informou o órgão, por meio de nota.

O Comando também lamentou profundamente a morte do jovem militar e informou que está prestando todo o suporte necessário à família.

Dados revelam aumento na violência contra agentes

O caso ocorre em meio a números alarmantes. Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, só em 2025, 62 agentes de segurança foram baleados na Região Metropolitana do Rio. Desse total, 33 morreram e 29 ficaram feridos, evidenciando a grave situação de violência que atinge até membros das forças armadas.

A morte de Rafael causou grande comoção, especialmente entre colegas de farda e moradores da região, que cobraram esclarecimentos rápidos sobre o que de fato aconteceu dentro do batalhão.

Investigação segue em andamento

Até o momento, não há informações se algum militar foi detido, afastado ou responsabilizado preventivamente durante a apuração da morte de soldado do Exército. O Exército também não informou prazos para a conclusão do procedimento.

O caso segue sendo tratado como prioridade dentro do Comando Militar do Leste, que reforça que todas as medidas estão sendo tomadas para esclarecer os fatos.

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