A morte de policial na megaoperação no Rio foi registrada por um drone da Polícia Civil, revelando o momento em que o agente Rodrigo Veloso Cabral, de 34 anos, foi atingido por criminosos enquanto tentava socorrer um colega ferido. O confronto ocorreu durante a grande operação realizada no último dia 28 no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes.
As imagens mostram um grupo de seis policiais avançando por uma área de mata quando são surpreendidos por criminosos fortemente armados. A troca de tiros é intensa. Dois agentes são baleados — um na mão e outro na região do abdômen — e tentam se proteger enquanto pedem reforço.
Ao perceber a situação, Rodrigo Cabral se aproxima para prestar socorro a um dos colegas. Instantes depois, ele é atingido na cabeça por disparos vindos de diferentes direções. O corpo do agente só foi retirado do local mais tarde, quando equipes do Bope conseguiram avançar sob fogo cruzado e resgatar os feridos.
O vídeo, exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, também mostrou o impacto do confronto nas comunidades da Penha e do Alemão, com relatos de moradores sobre o medo, os danos e a intensidade dos disparos. Criminosos aparecem nas imagens portando armamentos de grosso calibre em meio ao embate com as forças de segurança.
De acordo com a Polícia Civil, entre as 121 vítimas da operação, 115 já foram identificadas — 88 tinham anotações criminais e 66 eram de outros estados. Quatro agentes de segurança morreram durante a ação: os policiais civis Marcus Vinícius Cardoso e Rodrigo Veloso Cabral, e os militares do Bope Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca.
A megaoperação foi uma das mais letais da história do Rio de Janeiro e segue sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro da ADPF das Favelas, que define protocolos para reduzir a letalidade policial em ações de grande porte.














