Morte de bebê em UPA no RJ é investigada após atendimento na Ilha do Governador

UPA da Ilha do Governador

A morte de bebê em UPA no RJ está sendo investigada pela Polícia Civil após um caso ocorrido na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A vítima, de 1 ano e 6 meses, morreu ao dar entrada na UPA Pediátrica do Cocotá, nesta quinta-feira (16).

De acordo com informações de agentes do 17º BPM, o pai da criança relatou que a filha estava passando mal e foi levada à unidade de saúde para atendimento. Após o atendimento médico, a bebê não resistiu.

O caso foi encaminhado para a 37ª DP (Ilha do Governador), que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da morte.

Em nota, a direção da unidade informou que o atendimento seguiu os protocolos estabelecidos. Já a Fundação Saúde, responsável pela gestão da UPA, comunicou que abriu uma sindicância interna para investigar o ocorrido.

A morte gerou grande repercussão nas redes sociais, onde usuários relataram experiências negativas relacionadas ao atendimento na unidade.

“Uma médica de lá passou pra minha filha com 3 meses um remédio que só podia tomar com mais de 1 ano! Sorte que o atendimento se arrastou por tanto tempo que quem finalizou foi outra médica, ela viu a receita e ficou horrorizada, corrigiu o erro!”, escreveu uma internauta.

“Já trabalhei 4 anos na UPA do Cocotá e já vi muitos descasos sendo abafados lá dentro. Uma falta de respeito muito grande na parte da emergência, onde ficam a sala amarela, a sala vermelha e o isolamento. Eu via técnicos transitando com uma naturalidade, achando que estavam em casa, cantando alto, rindo alto, conversando alto. Uma falta de respeito”, disse outra.

“Meu filho de 3 anos, com febre 41 graus, deram pulseira verde e fiquei revoltado com isso, é uma vergonha. Tive que chamar a polícia para levarem a sério. Eu já fiz ocorrência, já chamei polícia, fui na ouvidoria e não resolve, é péssimo atendimento, e um descaso total!”, relatou um terceiro usuário.

As autoridades seguem apurando o caso para esclarecer todos os detalhes e responsabilidades envolvendo o atendimento prestado à criança.

O episódio reacende o debate sobre a qualidade dos serviços de saúde pública e a importância de fiscalização constante para garantir segurança e atendimento adequado à população.

Limpatech