O ator Francisco Cuoco, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, morreu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos. Ele estava internado há 20 dias no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Nos últimos anos, Francisco Cuoco enfrentava sérios problemas de saúde, incluindo dificuldades de locomoção e complicações nos rins. Na sua última entrevista, concedida no início de maio, o ator revelou que pesava 130 kg, tinha inchaço nas pernas e nos pés e não conseguia mais ficar em pé sozinho, além de depender de uma sonda nasal.
Morando na zona sul de São Paulo com a irmã de 86 anos, Cuoco necessitava de cuidadores para realizar tarefas básicas do dia a dia, como se levantar da cama e tomar banho. “Tenho alguns problemas de saúde, de locomoção. Mas é suportável”, disse na ocasião.
Longe da televisão desde sua participação na série “No corre”, em 2023, Cuoco revelou que já não acompanhava mais novelas, preferindo assistir a jornais e documentários. “Perdi o interesse por novelas. Vejo filmes, mas não sempre, porque são muito longos”, afirmou com bom humor.
Apesar de lapsos de memória, Francisco Cuoco ainda se emocionava ao lembrar de momentos importantes da carreira. “Vejo as fotos e percebo: eu era mesmo um galãzão”, brincou, ao recordar sua trajetória marcada por personagens icônicos.
O ator foi homenageado recentemente no programa “Tributo”, da TV Globo, que relembrou sua importância para a teledramaturgia brasileira. Entre os papéis inesquecíveis, destaca-se o taxista Carlão, protagonista da primeira versão de “Pecado Capital”, exibida em 1975.
Francisco Cuoco deixa três filhos e uma legião de fãs que acompanharam sua brilhante carreira, marcada por talento, carisma e uma contribuição inestimável à cultura brasileira.














