Moradores da Rua Viúva Lacerda, no Humaitá, Zona Sul do Rio, se uniram para tentar salvar e replantar a vegetação da via após a perda de dezenas de árvores. O grupo investiu cerca de R$ 50 mil do próprio bolso em laudo biológico e serviços de poda, mas agora cobra que a Prefeitura do Rio termine a remoção dos troncos para que o replantio possa começar.
A mobilização da vizinhança começou ainda em 2024, quando os primeiros galhos secos chamaram a atenção de quem passa pelo local. Para entender a gravidade do problema, a Associação dos Moradores e Amigos da Rua Viúva Lacerda (Amavil) contratou um biólogo particular. O levantamento técnico feito em maio daquele ano confirmou a morte imediata de quatro árvores e recomendou a substituição de 18 plantas, incluindo quaresmeiras e cássias-de-sião em estágio terminal, além de espécies inadequadas para a calçada.
Vizinhança do Humaitá paga por poda e aguarda remoção de troncos pela Comlurb
Com o laudo em mãos, a associação procurou a Fundação Parques e Jardins para solicitar a autorização necessária dos cortes e manutenções. O retorno oficial do órgão municipal levou cerca de oito meses, sendo emitido apenas em julho de 2025. A autorização oficial previa a remoção de 17 árvores condenadas e a poda preventiva em outras 20 espalhadas pela via pública.
Segundo a diretoria da associação de moradores, a demora burocrática do município impediu o salvamento de parte da vegetação, que acabou secando completamente durante a espera. Diante do atraso da prefeitura em executar o serviço, a própria comunidade arrecadou o dinheiro e contratou uma empresa privada para realizar a poda autorizada no local.
O entrave atual está na etapa final do trabalho, conhecida como destoca, que é a retirada completa das raízes e dos tocos que ficaram presos no piso. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) esteve na rua no início do ano, mas fez a destoca de apenas quatro tocos. O resto da madeira permaneceu na calçada, impedindo a abertura de espaço para o plantio de novas mudas.
O que muda na rotina de quem passa pela Rua Viúva Lacerda
A perda da cobertura vegetal alterou a paisagem e diminuiu as sombras em um dos trechos mais movimentados do Humaitá. Além do impacto visual, os tocos restantes na calçada atrapalham o trânsito de pedestres e ocupam vagas de estacionamento. A promessa dos moradores é iniciar o replantio de espécies adequadas para o solo urbano assim que a prefeitura recolher o material antigo.
Como solicitar poda e vistoria de árvores na cidade do Rio
Moradores de qualquer bairro do Rio de Janeiro que identificarem árvores secas, com risco de queda ou galhos na fiação devem abrir um chamado oficial na prefeitura. O atendimento não deve ser feito por conta própria sem laudo ou autorização dos órgãos ambientais.
- Central de Atendimento da Prefeitura: Telefone 1746 (funciona 24 horas) ou pelo aplicativo 1746 Rio.
- Órgão responsável pela avaliação: Fundação Parques e Jardins (FPJ).
- Execução do corte ou destoca: Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).
- Documentos necessários: Fotos do local, endereço exato e ponto de referência.
Quem responde pela manutenção da vegetação no local
A responsabilidade pela vistoria técnica e emissão de laudos de podas em vias públicas cabe à Fundação Parques e Jardins. Já o recolhimento de troncos, a destoca e o corte de árvores condenadas são executados pelas equipes operacionais da Comlurb. A comunidade da Rua Viúva Lacerda aguarda o retorno das equipes para a conclusão do serviço na Zona Sul.
Foto: O Dia















