Um morador de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teve a casa invadida e assaltada pela quarta vez. O crime aconteceu no imóvel localizado no bairro, deixando a família em pânico e indignada com a insegurança recorrente na região.
A vítima relatou que os criminosos aproveitaram a falta de movimentação na rua para arrombar o acesso principal do imóvel. Diversos pertences de valor foram levados antes que qualquer vizinho pudesse notar a ação do grupo armado.
Insegurança recorrente assusta moradores na Zona Norte
Esta não foi a primeira vez que a mesma propriedade virou alvo da ação de bandidos. Em todas as ocasiões anteriores, os moradores registraram o caso na delegacia da região, mas a rotina de assaltos voltou a se repetir de forma trágica.
Quem vive no entorno do bairro de Cascadura relata que a falta de patrulhamento constante tem facilitado a ação dos criminosos, principalmente durante a noite e nas primeiras horas da manhã. A rotina dos trabalhadores e estudantes da área acabou totalmente alterada pelo medo diário de invasões e assaltos nas calçadas.
Comerciantes locais também afirmam que precisam fechar as portas mais cedo para evitar prejuízos e violência. A sensação de abandono e o prejuízo acumulado pelas invasões sucessivas têm levado famílias a considerarem mudar de bairro de forma definitiva.
O que muda na rotina de quem mora em Cascadura
Para quem precisa caminhar pelas vias do bairro ou deixar a residência vazia para trabalhar, o alerta é máximo. Moradores contam que evitam sair de casa após determinado horário e reforçaram grades, travas e sistemas de alarmes em suas portas e janelas.
A linha de trem da SuperVia e as opções de ônibus da região continuam operando normalmente, mas a movimentação de pedestres nas estações cai drasticamente após as 20h. O fluxo de passageiros nas ruas transversais fica reduzido pela falta de iluminação adequada e segurança preventiva.
As escolas públicas e privadas do bairro mantêm as aulas no horário regular, mas muitos pais já alteraram o trajeto das crianças para evitar ruas de menor movimento. O comércio local relata queda no faturamento noturno por conta do recolhimento precoce da vizinhança.
Como denunciar ações criminosas na região
A população pode ajudar as forças de segurança enviando informações que auxiliem na identificação dos envolvidos sem precisar se identificar. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro atua pelo patrulhamento do local e recebe alertas emergenciais.
- Disque Denúncia: (21) 2253-1177, com atendimento anônimo e funcionamento 24 horas por dia.
- Central de Atendimento da PM: telefone 190 para emergências e flagrantes em andamento.
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ, disponível para celulares, permitindo o envio de fotos e vídeos sigilosos.
O que fazer se você teve a casa invadida
Caso a sua residência seja alvo de invasão ou arrombamento, a recomendação principal das autoridades é não mexer em nenhum objeto no local antes da chegada dos peritos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
O morador atingido deve procurar a delegacia do bairro para registrar o boletim de ocorrência com a lista completa dos itens levados. Também é possível fazer o Registro de Ocorrência online pelo portal da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil para casos sem violência direta no momento do crime.
É importante guardar notas fiscais ou fotos dos aparelhos eletrônicos roubados para apresentar aos investigadores. Essas informações ajudam na identificação do material caso os objetos sejam recuperados em operações policiais.
Quem responde pelo policiamento do bairro
A área de Cascadura está sob a responsabilidade do 9º Batalhão de Polícia Militar, localizado em Rocha Miranda. O batalhão e encarregado de realizar o patrulhamento ostensivo e preventivo pelas vias públicas da região.
As investigações sobre furtos, roubos e invasões a residências no bairro ficam a cargo da 29ª Delegacia Policial, situada também na Zona Norte. A unidade apura as imagens de câmeras de segurança disponíveis para tentar identificar os autores dos furtos recentes.
Até o momento, a Polícia Militar informou que mantém rondas constantes pela região, mas que vai intensificar o policiamento ostensivo. Nenhum suspeito foi preso ou identificado oficialmente pelas autoridades até a publicação desta reportagem.
Foto: Povo na Rua















