Menino com suspeita de envenenamento fica em estado grave na Baixada

Hospital Estadual Ricardo Cruz

Um menino com suspeita de envenenamento está internado em estado grave no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A criança, identificada como Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, passou mal após retornar para casa em Duque de Caxias, e o caso é investigado pela Polícia Civil.

Segundo o pai do menino, Ademir Silva, Arthur chegou da escola, na semana passada, com um bolo de chocolate dentro da mochila. Pouco tempo depois de consumir o alimento, a criança começou a apresentar mal-estar e precisou ser socorrida.

O pai contou que estranhou o comportamento do filho ao chegar em casa. De acordo com ele, Arthur aparentava nervosismo, e a família decidiu verificar a mochila do menino.

Teve o aniversário da vó [por parte de mãe] e teve bolo na casa dela e da mãe do Arthur. Quando ele voltou para casa na segunda, estava estranho, uma atitude nervosa. Eu e minha mulher olhamos a mochila dele, perguntamos se tinha roupa suja, e ele falou que tinha. Quando ela abriu, as roupas estavam dobradas, o que achamos estranho, já que ele não costuma dobrar e nem a mãe. E tinha um bolo, narrou Ademir Silva ao Agenda do Poder.

Ainda segundo os relatos da família, Arthur teria dito inicialmente à madrasta que o bolo havia sido colocado na mochila pela mãe. Em entrevista à Record TV, porém, a mulher negou ter entregado o doce ao filho. A origem do alimento é um dos pontos que a família tenta esclarecer.

Ademir afirmou que a criança chegou a comer o bolo, jantou, tomou banho e conversou normalmente antes de dormir. Mais tarde, no entanto, começou a passar mal, o que aumentou a preocupação dos familiares.

Minha esposa falou que se a mãe que botou o bolo, ele poderia comer. Ele comeu, jantou, tomou banho e chegou a perguntar se eu precisava de ajuda em um serviço que estava fazendo. Por volta das 21h, o Arthur dormiu, achei estranho porque ele costuma dormir às 23h. Logo depois, acordou passando mal, explicou o pai.

A família também relatou que Arthur vinha apresentando mudanças de comportamento nos últimos dias. Segundo Ademir, havia uma reunião marcada na escola por causa de episódios considerados fora do comum pela unidade de ensino e pelos responsáveis.

Tinha uma reunião marcada na escola, porque o Arthur vem mostrando comportamento diferente, inclusive eu tinha até marcado um psiquiatra para ele, dia 3. Ele chutou um colega. Em outra ocasião, eu dei um relógio pra ele, ele perdeu esse relógio lá e revistou a mochila do outro [colega], contou.

O pai afirmou ainda que o filho demonstrava estar abalado com questões familiares. Segundo ele, Arthur teria ouvido uma conversa entre a mãe e o padrasto durante uma visita à casa deles.

Ele chegou para mim e falou: ‘Eu escutei o meu padrasto falar com a minha mãe que se eu voltasse para casa, ele largaria a mãe’. Até na hora eu falei: ‘Filho, quem não pode largar é você, sou eu, esquenta a cabeça com isso não’, relatou Ademir.

Outro episódio citado pelo pai teria ocorrido no Dia das Mães. De acordo com o relato, Arthur teria danificado um guarda-roupa na casa da mãe e espalhado medicamentos do padrasto pelo chão. Ademir disse ter se surpreendido, afirmando que o filho não costuma agir dessa forma quando está sob seus cuidados.

Atualmente, segundo a família, a guarda do menino é exercida pelo pai. A investigação tenta reunir informações sobre os últimos momentos antes de Arthur passar mal e sobre o alimento consumido por ele.

O caso está sendo investigado pela 64ª DP, em São João de Meriti. Em nota, a Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos médicos, toxicológicos e periciais para determinar a causa do estado de saúde da criança e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Enquanto os resultados não são concluídos, a família acompanha a internação de Arthur e espera respostas sobre o que pode ter provocado o agravamento do quadro de saúde do menino.

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