Mecânico morto em Queimados após discussão choca moradores da Baixada

mecânico morto em Queimados

Um mecânico morto em Queimados após discussão choca moradores da Baixada e levanta questionamentos sobre a motivação do crime. O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (25), em uma rua de Vila Alzira, e terminou com a morte de Marlon Jefferson, de 37 anos.

De acordo com testemunhas, o mecânico estava trabalhando no conserto de um carro quando foi chamado por um homem para conversar. Durante o diálogo, os dois começaram a discutir, e a situação rapidamente saiu do controle.

Ainda segundo relatos, o suspeito sacou uma arma e disparou contra Marlon, atingindo o peito do mecânico. Mesmo ferido, ele tentou correr, mas caiu no meio da rua, sem resistir.

No momento do crime, Marlon ainda segurava ferramentas de trabalho, como chave de fenda e alicate, o que reforça a surpresa e a rapidez com que tudo aconteceu.

“A pessoa sacou um revólver, ele correu, atravessou a rua e gritou: ‘estão querendo me matar’. Ele estava com a chave de fenda na mão, com o alicate, ele estava trabalhando, mexendo num carro”, relatou Angélica Rezende, cunhada da vítima, em depoimento ao g1.

A morte causou grande comoção entre familiares e amigos. Marlon era dono de uma oficina e descrito como uma pessoa alegre e bem-humorada por quem convivia com ele.

A família afirmou que desconhece qualquer tipo de desentendimento ou ameaça envolvendo o mecânico, o que torna o crime ainda mais misterioso.

“Em momento nenhum ele falou de desavenças, de briga, de problema, a gente não sabe de nada, minha irmã não sabe de nada, não houve nada. Não houve um comentário de uma briga, um problema, nada”, disse Angélica, também ao g1.

Uma irmã da vítima publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais:

“Que dor. Tiraram você de nós.”

Marlon deixa esposa e uma filha de 9 anos. Segundo familiares, a criança ainda não foi informada sobre a morte do pai e segue perguntando por ele.

“Ela está desolada, tá perguntando pelo pai, falando o tempo todo ‘cadê meu pai, o que fizeram?’. Ela não sabe que ele foi assassinado, a gente não contou porque ela tem 9 anos. Eles passaram o final de semana juntos, na noite anterior, ele mandou mensagem pra ela dizendo o quanto ele amava ela”, contou a cunhada.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que busca identificar o autor dos disparos e esclarecer a motivação do crime.

Até o momento, o suspeito segue foragido, e não há informações sobre o que teria provocado a discussão que terminou de forma tão violenta.

Enquanto isso, moradores da região convivem com o impacto de mais um episódio de violência que interrompeu uma rotina comum e deixou marcas profundas em uma família inteira.

E em meio ao silêncio da rua onde tudo aconteceu, permanece a pergunta que ainda não tem resposta: por que uma conversa terminou em morte?

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