Mateus Borghi é condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Felipe de Oliveira Louzada, ocorrido em abril de 2023 na escada rolante do Taquara Plaza Shopping, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. A sentença foi proferida nesta terça-feira (12) pelo Tribunal do Júri e atendeu à denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri da Capital, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
O Conselho de Sentença reconheceu o motivo torpe como qualificadora do crime, atribuído a vingança por desentendimentos envolvendo atividades ilegais de fabricação e venda de anabolizantes. A execução ocorreu em pleno horário comercial, próximo a uma área infantil do shopping, e foi registrada pelas câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que Felipe foi atingido por disparos na presença de clientes e funcionários.
O MPRJ já entrou com recurso para aumentar a pena, alegando a gravidade dos fatos e suas consequências. Enquanto isso, outros três acusados pelo homicídio permanecem foragidos, com os processos correndo em separado.
As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) indicaram que o assassinato foi planejado por Igor Farias Souza, de 31 anos, ex-sócio da vítima no comércio clandestino. Felipe teria sido extorquido pelo grupo, que exigiu R$ 100 mil para devolver mercadorias retidas por Igor. Momentos antes do crime, ele participou de um encontro no banheiro do shopping para entregar o valor, intermediado por Jonathan Luiz Ferreira da Silva, de 34 anos, também preso e identificado nas imagens.
O vídeo da execução mostra Mateus Borghi descendo a escada rolante abraçado a Felipe, que tenta tomar sua arma. Após a tentativa, ambos entram em luta corporal e um comparsa armado que os seguia dispara contra a vítima. Em seguida, Borghi também efetua disparos.
A prisão de Mateus aconteceu em 4 de maio de 2023, em uma casa em Santa Cruz, onde ele se escondia. No imóvel, a polícia apreendeu anabolizantes, armas de airsoft, máquinas de produção de esteroides, balanças, roupas queimadas usadas no crime e até uma cobra. Na véspera, Jonathan havia sido detido após comparecer à DHC para prestar depoimento e ter a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
De acordo com a polícia, ao menos cinco pessoas participaram do homicídio. O caso chamou atenção pela ousadia dos criminosos, que agiram com frieza em um local movimentado e na presença de crianças.














