O Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, vai receber um pacote de investimentos de R$ 172 milhões para obras de urbanização, novos parques lineares, reforma da Vila Olímpica e uma ciclovia ligando a comunidade à Ilha do Fundão.
A iniciativa faz parte do programa PAC Periferia Viva, em uma parceria entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Governo Federal. O projeto busca transformar áreas degradadas em espaços de convivência e lazer para mais de 140 mil moradores do conjunto de favelas.
Obras de urbanização e novos parques vão mudar o visual do Complexo da Maré
As intervenções no Complexo da Maré preveem a reestruturação básica de serviços essenciais como redes de esgoto, drenagem e abastecimento de água potável. Além do saneamento, o projeto prioriza a recuperação de ruas, praças e calçadas para facilitar a mobilidade urbana.
A primeira etapa do trabalho já teve início com a criação de um parque linear em uma área que antes era usada como depósito de lixo descartado irregularmente. O espaço agora passa por limpeza e paisagismo para atender famílias do bairro.
O que muda nas comunidades da Baixa do Sapateiro, Timbau e Nova Maré?
A segunda fase da urbanização receberá um investimento de R$ 88,4 milhões e vai beneficiar a Baixa do Sapateiro, Nova Maré, Timbau e Praia de Inhaúma. As melhorias incluem novas calçadas, pavimentação das vias públicas e arborização urbana.
Na Rua Evanildo Alves, um trecho da pista será totalmente fechado ao trânsito e transformado em um calçadão exclusivo para pedestres. A Rua Tancredo Neves receberá um parque linear com infraestrutura voltada para crianças e idosos, reunindo bancos, redes de descanso, brinquedos e aparelhos de ginástica.
Outras áreas que passarão por reordenamento e melhorias são a Rua do Canal, a Praça 18 e o estacionamento da Rua da Paz. A licitação para escolher a empresa responsável por essa etapa está agendada para o dia 16 de outubro.
Como vai ficar a reformada Vila Olímpica da Maré?
A Vila Olímpica da Maré passará por uma grande reforma em suas quadras poliesportivas e estruturas de atendimento. O local ganhará uma pista exclusiva para caminhadas, corridas e passeios de bicicleta, incentivando a prática de esportes na comunidade.
O projeto inclui também a construção de um parque sensorial inclusivo, projetado especialmente para crianças e adultos com transtorno do espectro autista (TEA). Para facilitar o deslocamento, será construída uma rampa para pedestres e ciclistas ligando a Maré até a Cidade Universitária, na Ilha do Fundão.
O que prevê a terceira fase e o novo Parque Linear da Ciclovia?
A terceira etapa das obras contempla a construção do Parque Linear da Ciclovia, que cobrirá uma área de mais de 56 mil metros quadrados. O espaço terá ciclovia integrada, bicicletários públicos e pontos estruturados para comércio local e eventos comunitários.
Essas intervenções vão alcançar também a localidade conhecida como Obrinha, a Vila dos Pescadores e o Pontilhão. A proposta é criar corredores verdes e garantir áreas de convivência seguras para quem circula diariamente a pé ou de bicicleta entre as localidades.
Como fica a rotina do morador durante as obras e como tirar dúvidas?
Durante o período de obras, a Secretaria Municipal de Infraestrutura do Rio de Janeiro informou que o trânsito local sofrerá interdições pontuais e desvios informados com antecedência. A recomendação é atenção nas vias principais durante o tráfego de máquinas pesadas.
Para apresentar reclamações sobre o andamento dos serviços, vazamentos ou problemas na pavimentação, o morador pode entrar em contato com a Central de Atendimento da Prefeitura pelo telefone 1746 ou pelo aplicativo 1746 Rio. O atendimento funciona 24 horas por dia, com ligação gratuita para telefones fixos e celulares da capital.















