O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (15) que os EUA terão ações contra o Brasil após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Fox News, ele declarou que Washington anunciará nos próximos dias quais medidas pretende adotar como resposta.
Rubio classificou os ministros do STF como “juízes ativistas” e acusou a Corte de perseguir Bolsonaro, além de impor medidas “extraterritoriais” que afetariam cidadãos americanos. A decisão da Primeira Turma do STF, divulgada na última quinta-feira (11), condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes contra a democracia. Desde o início de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Entre os condenados também estão o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ministro do GSI Augusto Heleno, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.
Donald Trump, ex-presidente dos EUA, disse estar “muito insatisfeito” com a condenação de Bolsonaro e comparou o episódio com os processos judiciais que enfrenta em seu próprio país. “Eu o conheci como presidente do Brasil e ele é um bom homem”, afirmou.
O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, classificou o momento atual da relação bilateral como “um dos mais sombrios em dois séculos”. Já a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA estão dispostos até mesmo a “usar meios militares” para defender a liberdade de expressão no mundo.
As tensões aumentam após medidas anteriores do governo Trump, que já havia elevado em 50% os impostos sobre produtos brasileiros importados e iniciado uma investigação comercial contra o Brasil, acusando o país de práticas desleais no mercado internacional.














