Mais de mil novas espécies descritas comprovam que muita há que se preservar

novas espécies descobertas

Provando que conhecemos pouco da flora e fauna de nosso mundo em 2025 mais de mil novas espécies foram descobertas pelos continentes. Cientistas do Museu de História Natural de Londres, Inglaterra e da Academia de Ciências da Califórnia, no USA, foram alguns dos pesquisadores que publicaram trabalhos descrevendo seres até então desconhecidos.

Começando por um inseto que teve mais 619 espécies novas descritas, para os cientistas do Museu de História Natural britânico a variedade de vespas e suas atividades surpreenderam. Foram vespas polinizadoras, predadoras até parasitas, em especial a Dalek nationi,  descoberta na Costa Rica e batizada em homenagem aos Daleks da série de TV britânica “Doctor Who” e de seu criador Terry Nation. Algumas das novas espécies de vespas apresentam tons metálicos azul, roxo e laranja. E apesar de parecerem assustadoras graças aos seus ferrões, estes insetos ajudam a controlar populações de pragas que podem afetar as culturas agrícolas.

– Nos últimos 60 anos ou mais, três espécies foram extremamente importantes. Uma para evitar a possível fome de até 300 milhões de pessoas em África, uma segunda para evitar a destruição da floresta tropical na Tailândia e outra para o colapso da economia do Togo – revelou o Dr. John Noyes que, junto com Christer Hansson, cientistas do Museu de História Natural, estão conduzindo pesquisas contínuas sobre abelhas, formigas e vespas na Costa Rica.

Outro ser curioso é uma nova espécie de “lagarto sem pernas”. O Acontias mukwando foi encontrado deslizando pelas encostas da Serra da Neve, a segunda montanha mais alta de Angola. Conhecidos como escíncidos, parecem cobras, pois se escondem entre as folhas do chão da floresta para caçar pequenas presas, mas o que os diferencia é o fato de possuírem aberturas externas nas orelhas e pálpebras móveis.

– Embora a maioria dos lagartos tenha uma cor uniforme, o Acontias mukwando tem um anel rosa em volta do pescoço. E a Serra da Neve proporciona um ecossistema único para plantas e animais que vivem no pico isolado pois a montanha fica no extremo norte do deserto do Namibe, tendo um ambiente fresco e úmido. Portanto cada nova espécie que descrevemos desta montanha é uma evidência de que lugares como estes merecem ser conservados, pois ainda encontramos novas espécies nessas ‘ilhas’ isoladas, o que nos diz que não é tarde demais para a proteção – alerta Aaron Bauer, pesquisador associado da Academia de Ciências da Califórnia.

Limpatech