A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta quarta-feira (8) uma grande operação que resultou na prisão do maior receptador de cobre da Baixada Fluminense. O homem foi detido em Duque de Caxias, onde os agentes localizaram cerca de dez toneladas de cabos metálicos furtados de concessionárias de serviços públicos.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e contou com apoio de empresas de energia, telefonia, internet e transporte. O material apreendido estava distribuído em dois endereços, sendo o principal um galpão no bairro Parque Pauliceia, onde o suspeito foi preso em flagrante.
Ferro-velho clandestino e ligação com o tráfico
Durante as buscas, os agentes também encontraram um ferro-velho clandestino na comunidade da Mangueirinha, área dominada pelo tráfico de drogas. O espaço era utilizado como ponto de recebimento e queima de cabos furtados, processo usado para eliminar vestígios de origem e dificultar o rastreamento pelas concessionárias.
A queima do cobre é uma prática comum entre receptadores, já que remove isolantes e etiquetas de identificação. Segundo a Polícia Civil, parte do material apreendido ainda será periciada para identificar as empresas vítimas dos furtos.
Força-tarefa mira quadrilhas especializadas
A operação integra uma força-tarefa permanente entre a Polícia Civil e concessionárias públicas, criada para conter o avanço dos furtos de cabos — crime que tem gerado prejuízos milionários e interrupções de energia e comunicação em várias cidades do estado.
Segundo as concessionárias envolvidas, 2025 registrou aumento expressivo desses crimes, especialmente na capital e na Baixada Fluminense. Além de perdas materiais, os furtos comprometem a segurança e o funcionamento de serviços essenciais, como iluminação pública e transporte ferroviário.
Investigações continuam na Baixada Fluminense
As investigações seguem para identificar outros integrantes da rede de receptação, além de possíveis conexões com quadrilhas especializadas em furtar e revender cobre no mercado clandestino.
A Polícia acredita que o grupo desarticulado abastecia diversos ferros-velhos ilegais e mantinha relação direta com o tráfico de drogas, que usa a atividade como fonte paralela de renda.
O material apreendido será encaminhado para perícia técnica, e o suspeito permanecerá preso à disposição da Justiça.














