Pombos Pintados e Adoecidos: Loja em Duque de Caxias Pega em Flagrante Vendendo Aves Ilegalmente

Placa com preços

PM apreende pombos em situação irregular em loja no Centro de Duque de Caxias

Uma ação de fiscalização do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) da Polícia Militar resultou na apreensão de nove pombos que estavam sendo comercializados de forma ilegal em um estabelecimento comercial no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A operação, realizada na manhã desta terça-feira, constatou que as aves eram mantidas em um aviário em condições inadequadas de higiene e bem-estar.

A presença dos policiais no local se deu após recebimento de denúncias sobre a possível venda de animais silvestres. Durante a inspeção, os agentes encontraram os pombos vivos e em estado de debilidade, apresentando sinais de maus cuidados, o que levantou suspeitas sobre a legalidade da comercialização.

As aves apreendidas estavam pintadas e demonstravam fraqueza, segundo informações da corporação. Elas eram mantidas em um aviário com recipientes de água e milho, em um ambiente descrito pelos policiais como insalubre. O gerente da loja negou a venda de pombos, mas uma placa com tabela de preços confirmou a suspeita de comércio irregular.

Aves debilitadas e em ambiente insalubre

Os nove pombos encontrados no estabelecimento comercial estavam visivelmente debilitados e apresentavam sinais de que haviam sido pintados. A Polícia Militar relatou que as aves eram mantidas em um aviário em condições precárias, com recipientes de água e milho em um ambiente descrito como insalubre pelos agentes que realizaram a fiscalização.

Gerente negou venda, mas evidências apontaram o contrário

Ao ser questionado sobre a comercialização de pombos, o gerente da loja afirmou que o estabelecimento não realizava a venda desses animais. Contudo, durante a inspeção, os policiais localizaram uma placa com uma tabela de preços que incluía valores para a venda das aves, o que reforçou a suspeita de comércio ilegal e contradisse a versão apresentada pelo responsável.

Crime ambiental e consequências legais

Diante das evidências encontradas, os pombos foram apreendidos e o gerente do estabelecimento foi levado à Delegacia de Polícia de Meio Ambiente (DPMA) para prestar esclarecimentos. Ele responderá pelo crime previsto no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que tipifica a comercialização e manutenção de espécimes da fauna silvestre sem a devida autorização dos órgãos competentes.

A legislação prevê pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa, para quem comete esse tipo de infração. A DPMA ficará responsável pela investigação, a fim de apurar todas as circunstâncias do caso e verificar se havia alguma autorização para a manutenção das aves no local.

Ação faz parte de combate contínuo ao comércio ilegal

Esta fiscalização integra as ações permanentes realizadas pelo Comando de Polícia Ambiental com o objetivo de **combater o comércio ilegal de animais silvestres** e garantir a proteção da fauna no estado do Rio de Janeiro. A polícia reforça a importância da denúncia para coibir crimes contra os animais.

Limpatech