Lô Borges, lenda do Clube da Esquina e da música brasileira, morre aos 73 anos

Lô Borges

O cantor e compositor Lô Borges, uma das figuras mais marcantes da música brasileira, morreu na noite do último domingo (2), aos 73 anos. O artista, que foi um dos criadores do lendário movimento Clube da Esquina, estava internado desde o dia 18 de outubro no Hospital Unimed, em Belo Horizonte, tratando um quadro de intoxicação medicamentosa.

Há poucos dias, a equipe de Lô Borges havia divulgado boletins médicos informando que ele estava traqueostomizado e em ventilação mecânica. No dia 27 de outubro, o cantor começou a fazer hemodiálise, mas o quadro de saúde se agravou nos dias seguintes.

Nascido Salomão Borges Filho, em 10 de janeiro de 1952, na capital mineira, Lô deixou uma marca indelével na história da Música Popular Brasileira (MPB). Seu talento precoce e sua sensibilidade musical o colocaram ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes e outros grandes nomes na criação do Clube da Esquina, um dos movimentos mais revolucionários da música nacional.

Misturando rock, jazz, bossa nova e ritmos latino-americanos, o grupo mineiro redefiniu a estética sonora brasileira dos anos 1970 e influenciou gerações de músicos. Lô Borges é também autor de clássicos como “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Trem Azul” e “Paisagem da Janela”, que seguem como hinos do cancioneiro popular até hoje.

Com sua voz suave e composições poéticas, Lô sempre foi visto como um artista inquieto e autêntico, que preferia o anonimato à fama. Mesmo longe dos holofotes, manteve uma carreira sólida e respeitada, com discos solo celebrados pela crítica e pelo público.

A morte do cantor provoca comoção entre artistas, fãs e admiradores da música mineira. Nas redes sociais, diversos músicos e personalidades lamentaram a perda de um dos maiores compositores da MPB, cuja obra atravessa décadas e continua inspirando novas gerações.

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