Líder do Comando Vermelho é preso ao tentar assistir jogo no Maracanã

líder do Comando Vermelho foi preso

Líder do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte, Luiz Moura Melo foi preso na noite desta quarta-feira (20), nas proximidades do Maracanã, pouco antes de entrar no estádio para assistir a uma partida de futebol. A captura foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais, a Draco.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito é apontado como o segundo nome na hierarquia da facção no estado nordestino. Ele vinha sendo monitorado há dias em uma ação integrada com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

As investigações indicam que Luiz alternava esconderijos entre comunidades da Rocinha e do Complexo do Alemão, no Rio. De acordo com os agentes, essas regiões eram usadas por ele para tentar escapar das forças de segurança enquanto circulava pela cidade.

A polícia identificou que o suspeito estaria no Maracanã na noite de quarta-feira e montou uma ação para abordá-lo antes da entrada no estádio. Contra ele havia um mandado de prisão por tráfico de drogas.

Ainda conforme a Polícia Civil, Luiz utilizava as redes sociais para ostentar uma rotina de luxo. As publicações atribuídas ao suspeito mostravam joias, festas e armamentos, o que também chamou a atenção dos investigadores durante o monitoramento.

A prisão reforça a atuação integrada entre polícias de diferentes estados no combate a lideranças criminosas que tentam se esconder fora de suas regiões de origem. No caso de Luiz, a investigação apontava que ele mantinha ligação direta com a estrutura da facção no Rio Grande do Norte.

Também nesta quarta-feira (20), a Polícia Civil prendeu Jackson Matheus da Silva Moreira, conhecido como Professor. Ele também é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte.

A captura de Jackson aconteceu em uma casa localizada em Macaé, no Norte Fluminense. Segundo as investigações, ele exercia papel estratégico dentro da organização criminosa.

De acordo com a polícia, Jackson seria um dos responsáveis pelo braço armado usado em invasões de territórios dominados pelo grupo rival conhecido como Sindicato do Crime. A prisão dele foi tratada pelas autoridades como mais um golpe contra a estrutura da facção fora do estado de origem.

Os dois casos seguem sob investigação, e a polícia deve aprofundar a apuração sobre a circulação de lideranças criminosas do Rio Grande do Norte em cidades do Rio de Janeiro. A expectativa é que novas diligências ajudem a mapear esconderijos, contatos e possíveis rotas usadas pelos suspeitos.

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