Assassino confesso de Anic Herdy, Lourival Correa Netto Fatica seguirá preso após a 1ª Vara Criminal de Petrópolis negar o pedido de revogação da prisão preventiva. A decisão também rejeitou a solicitação da defesa para que o técnico de informática cumprisse a medida em prisão domiciliar.
Lourival está preso no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. A defesa alegou que ele apresenta hipertensão arterial refratária de nível III, mas o juiz Marcelo Brito da Costa Honorato Santos entendeu que o quadro de saúde não é incompatível com a permanência no sistema prisional.
Na decisão, o magistrado também destacou que o acusado tem recebido acompanhamento clínico dentro da unidade prisional. Com isso, a Justiça manteve a prisão preventiva do réu, que confessou participação na morte da advogada e estudante de psicologia Anic de Almeida Peixoto Herdy, de 55 anos.
Anic foi vista com vida pela última vez no dia 29 de fevereiro de 2024, ao sair de um shopping em Petrópolis, na Região Serrana. Segundo as investigações, ela entrou em um carro conduzido por Lourival e seguiu para um motel em Itaipava, onde o crime teria ocorrido.
Depois da morte, o corpo da advogada foi levado para Teresópolis e ocultado em uma casa onde o técnico de informática morava. O corpo só foi encontrado pela polícia em 25 de setembro de 2024, horas depois de Lourival confessar o crime em depoimento à Justiça.
De acordo com o relatório da segunda fase das investigações, a polícia aponta que Lourival teria planejado o crime com antecedência. O documento afirma que ele comprou materiais antes do encontro com a vítima e que os itens teriam sido usados durante a ação criminosa.
As apurações também indicam que, após a morte de Anic, houve uma tentativa de simular um sequestro. Na noite do dia 29 de fevereiro de 2024, o marido da advogada, Benjamim Cordeiro Herdy, recebeu uma mensagem exigindo R$ 4,6 milhões pelo suposto resgate.
Parte do valor foi paga em bitcoin e outra parte teria sido depositada em contas ligadas a doleiros e comerciantes no Paraguai. O pagamento foi concluído em 11 de março, com entrega de dinheiro em espécie.
Segundo a investigação, Lourival usou parte do dinheiro para comprar uma picape de luxo. Outra parte teria sido utilizada na compra de uma motocicleta e de centenas de celulares adquiridos em uma loja no Paraguai.
Como Anic não voltou para casa, a família registrou o caso na 105ª DP, em Petrópolis, no dia 14 de março. Dias depois, Lourival foi preso.
O técnico de informática era considerado amigo da família da vítima e também atuava como responsável pela segurança dela. Ainda conforme as investigações, ele se apresentava como policial federal, embora nunca tenha integrado a corporação.
Lourival chegou a acompanhar Anic e o marido em viagens pelo Brasil, o que, segundo a apuração, reforçava a relação de confiança mantida com a família. O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto o acusado permanece preso preventivamente.














