Líder comunitária é morta com 50 tiros em Curicica; polícia apura

A Delegacia de Homicídios da Capital investiga a morte da líder comunitária Josiene Dias de Assunção Maia, assassinada a tiros na noite de sábado na Estrada do Guerenguê, em Curicica. O carro da vítima foi atingido por mais de 50 disparos.

Josiene atuava na defesa dos moradores das comunidades do Campo do Quinze e da Colônia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela estava dirigindo seu veículo quando começou a ser perseguida por criminosos armados em três motocicletas.

Polícia Civil apura execução de líder comunitária na Zona Oeste

Segundo as primeiras informações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, os criminosos cercaram o automóvel na Estrada do Guerenguê e efetuaram os primeiros disparos ainda com o veículo em movimento. Assim que o carro parou, os ocupantes das motos desembarcaram e executaram a vítima.

A perícia realizada no local do crime confirmou que os executores utilizaram pistolas de calibres 9 milímetros e .40. Josiene não resistiu aos múltiplos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro médico. Os agentes levantaram que a vítima vinha recebendo ameaças de morte recentes.

A principal linha de investigação da especializada busca esclarecer se a ordem para o assassinato partiu de milicianos ou de traficantes de drogas. Ambas as facções disputam o controle territorial e a cobrança de taxas ilegais em Jacarepaguá e nos bairros vizinhos.

Como fica a região de Jacarepaguá e Curicica

O clima é de insegurança na Zona Oeste após os episódios de violência registrados no fim de semana. A disputa entre grupos rivais provocou tiroteios e o sequestro de 14 ônibus urbanos, que foram usados por criminosos como barricadas temporárias em vias da Muzema e da Taquara.

Apesar da coincidência de datas, os investigadores da Delegacia de Homicídios da Capital afirmam que a execução de Josiene não tem ligação direta com os confrontos e bloqueios de ruas ocorridos no mesmo dia. O policiamento no entorno das comunidades da Colônia e do Campo do Quinze segue reforçado por tropas do Polícia Militar.

Para quem precisa transitar pela Estrada do Guerenguê e acessos próximos, a circulação de veículos e das linhas de ônibus foi restabelecida. No entanto, moradores e trabalhadores relatam receio com a rotina no bairro e o comércio local opera com atenção dobrada.

Histórico de violência contra lideranças locais

A morte de Josiene Dias de Assunção Maia não é um caso isolado na região de Jacarepaguá. A Polícia Civil investiga a relação entre este crime e outros ataques recentes a representantes de associações de moradores do bairro.

Em fevereiro de 2025, o então presidente da Associação de Moradores da Colônia foi executado a tiros no interior de uma residência na mesma localidade. A autoria do homicídio ainda é apurada pela delegacia especializada.

Outro caso marcante ocorreu em janeiro de 2023, quando Fábio da Silva Travassos, conhecido como Fábio Charuto, foi baleado e sequestrado na esquina da Travessa da Creche 35 com a Avenida Ayrton Senna, em Curicica. Ele presidia a Associação de Moradores do Campo do Quinze e permanece desaparecido desde a abordagem por homens encapuzados.

Como denunciar informações sobre o caso

A Polícia Civil pede a colaboração da população para identificar os executores e os mandantes do assassinato de Josiene. Quem tiver informações que ajudem nas investigações pode entrar em contato com os canais oficiais de atendimento anônimo.

  • Disque Denúncia: telefone 2253-1177, com atendimento 24 horas e garantia de sigilo absoluto.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177.
  • Aplicativo: Disque Denúncia RJ, disponível para celulares.
  • Delegacia de Homicídios da Capital (DHC): a unidade fica localizada na Barra da Tijuca e recebe informações presencialmente ou por meio de seus canais de atendimento ao cidadão.

O que fazer se você presenciar um crime na região

Ao se deparar com situações de risco, tiroteios ou movimentações suspeitas na Zona Oeste, a orientação das autoridades de segurança é evitar sair de casa ou buscar abrigo seguro em estabelecimentos comerciais e edificações de alvenaria.

Em casos de emergência ou flagrante, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente através do telefone 190. Para registrar ocorrências que não exijam atendimento imediato no local, o cidadão pode procurar a delegacia da área, a 32ª DP (Taquara), ou utilizar o serviço da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

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