A Justiça decidiu manter a TH Joias prisão preventiva após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (4) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, foi preso na quarta-feira (3) em uma operação conjunta entre Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público do Rio (MPRJ).
A decisão também vale para Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, ex-assessor de TH Joias, e para Gabriel Dias de Oliveira, o Índio, apontado como traficante ligado ao mesmo esquema. Após a audiência, o parlamentar foi transferido para a Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), enquanto os outros dois seguem custodiados em Bangu 1. Ambos devem ser levados a uma unidade prisional federal, mas a data ainda não foi definida.
No mesmo dia de sua prisão, TH Joias foi destituído da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) após a volta de Rafael Picciani ao cargo de deputado estadual. Com a medida, ele perdeu o foro privilegiado e a imunidade parlamentar, o que permite que o processo tramite normalmente na Justiça comum, sem necessidade de abertura de cassação.
As investigações revelam que o parlamentar é suspeito de integrar uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, atuando no tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Relatórios de inteligência financeira também apontaram movimentações suspeitas em empresas ligadas a Thiego, reforçando indícios de lavagem de recursos.
Segundo o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, “estamos diante de uma investigação que comprova a infiltração direta do crime organizado dentro do parlamento fluminense. O deputado eleito para representar a sociedade colocou seu mandato a serviço da maior facção criminosa do Rio de Janeiro. A ‘Operação Bandeirante’ é mais uma demonstração de que não haverá blindagem política para criminosos: seja traficante armado na favela ou de terno na Assembleia, a resposta do Estado será a mesma”.














