Justiça solta motociclista de app suspeito de matar jovem em MG, família contesta decisão
Um motorista de aplicativo de 30 anos, suspeito de envolvimento na morte de Joice Batiston, de 27 anos, teve a prisão temporária revogada pela Justiça de Minas Gerais. A decisão, assinada pelo juiz Tarciso Moreira de Souza, permite que ele responda ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares. O caso, que chocou a cidade de Varginha, segue sob investigação policial.
A vítima, Joice Batiston, desapareceu em 19 de junho enquanto se dirigia para encontrar amigas e assistir a um jogo do Brasil. Ela foi encontrada morta horas depois, e a família contesta a versão de acidente, apontando ferimentos incompatíveis e o desaparecimento do celular da jovem como pontos cruciais para a investigação.
O motorista, que foi preso em 25 de junho, afirma que Joice caiu da moto durante a corrida, mas não soube explicar o motivo da queda. Ele alega ter procurado ajuda e retornado ao local, mas a vítima não estava mais lá. A revogação da prisão gerou forte reação da família de Joice, que expressou tristeza e indignação com a decisão judicial. Conforme informação divulgada pela imprensa, a família continuará lutando por respostas.
Suspeito responderá em liberdade com medidas cautelares
O juiz Tarciso Moreira de Souza determinou que o suspeito cumpra medidas como manter o endereço atualizado, não sair da comarca sem autorização judicial, comparecer mensalmente ao fórum para informar suas atividades e atender a todas as convocações da Justiça. Essas medidas são válidas até o julgamento do processo. O Ministério Público de Minas Gerais concordou com a soltura, desde que as condições fossem cumpridas.
A defesa do motorista argumentou que as diligências investigativas poderiam ser realizadas sem a necessidade de sua prisão. O juiz considerou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabelecem que a prisão temporária só deve ser mantida quando for indispensável para a investigação. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a soltura não prejudicaria o andamento das apurações.
Família de Joice contesta versão do motorista
A família de Joice Batiston manifestou profunda tristeza e indignação com a revogação da prisão do suspeito. Em nota, declararam desacordo com a decisão, argumentando que ainda existem diligências e perícias em andamento que precisam ser esclarecidas. Eles ressaltam que o próprio investigado admitiu ter descartado um capacete e não ter acionado o socorro imediatamente.
A família aponta inconsistências no depoimento do motorista, que precisam ser confrontadas com laudos periciais e outras provas pendentes. Eles afirmam que continuarão acompanhando o processo e lutando por justiça para Joice Batiston, buscando o esclarecimento de todas as circunstâncias da morte da jovem.
Investigação aponta inconsistências e objetos apreendidos
Inicialmente, a polícia investigou a hipótese de acidente de trânsito. No entanto, a família contestou essa versão devido a ferimentos considerados incompatíveis com uma queda ou atropelamento. O desaparecimento do celular da vítima também se tornou um foco importante da investigação. O suspeito admitiu ter jogado o celular de Joice no mato, em um local que não se lembra. Seu próprio celular foi encontrado pela polícia destruído e queimado dentro de uma sacola com cimento fresco.
Uma camisa da Seleção Brasileira, que estava de molho quando encontrada pela polícia, também foi apreendida. O motorista alegou que um cachorro sujou a roupa. Ele afirmou ter tomado conhecimento da morte de Joice pela imprensa e que, após o incidente, contatou seu advogado, que o orientou a aguardar as autoridades em casa. A plataforma 99 informou que está prestando suporte à família de Joice.














