Justiça do Rio extingue processo entre Textor e Eagle e determina que a disputa envolvendo o controle da SAF do Botafogo será resolvida por meio de arbitragem. A decisão foi tomada na última terça-feira e encerra a tramitação do caso na Justiça comum.
Com isso, o empresário John Textor segue no comando da SAF do Botafogo até que haja uma definição do Tribunal Arbitral, que será responsável por analisar o conflito entre as partes.
A discussão teve início no ano passado e envolve divergências entre Textor e a Eagle, empresa ligada à estrutura da Eagle Football Holdings. A disputa gira em torno do controle da gestão e de decisões estratégicas relacionadas ao clube.
No início de fevereiro, representantes da Eagle defenderam que o caso deveria ser conduzido exclusivamente pela arbitragem, uma vez que o tribunal já estava constituído. A SAF do Botafogo não se opôs à mudança, mas solicitou a manutenção das decisões já em vigor.
O tribunal arbitral da Fundação Getulio Vargas está em fase de instalação e será o responsável por julgar o caso. Ainda não há previsão para o início dos trabalhos nem para a conclusão da análise.
Enquanto isso, Textor permanece à frente da SAF. O desfecho poderá mantê-lo no cargo ou resultar em seu afastamento, dependendo da decisão final.
A disputa também envolve interesses de investidores. O objetivo de um dos lados é retirar Textor do comando da Eagle Football Holdings para viabilizar a venda da operação a novos investidores.
Outro ponto em discussão são decisões tomadas em reuniões realizadas em julho do ano passado, que alteraram a composição da diretoria e do conselho da SAF. Essas mudanças foram anuladas pela Justiça do Rio, que considerou irregular o processo de deliberação.
Na ocasião, o juiz responsável determinou que Textor permanecesse no comando até a análise definitiva pelo tribunal arbitral.
A Eagle sustenta que as reuniões ocorreram sem sua representação adequada e em meio a conflito de interesses. Entre as decisões questionadas estão propostas de aumento de capital e operações financeiras que poderiam impactar a estrutura societária da empresa.
O caso agora segue fora da Justiça tradicional e passa a ser analisado por um órgão arbitral, que terá poder para definir os rumos da gestão do Botafogo.
E a decisão final pode redefinir o futuro da SAF e o comando do clube nos próximos meses.














