A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de 20 líderes do Comando Vermelho, acusados de envolvimento em roubos e receptação de veículos. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público do Rio (MPRJ), que investiga a atuação da facção em crimes patrimoniais desde janeiro de 2024.
Entre os nomes mais conhecidos estão Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, Ricardo Chave de Castro Lima, o Fú, Ocimar Nunes Robert, o Barbozinha, e Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o Abelha, único que ainda não estava preso.
As investigações apontam que o grupo criminoso clonava veículos para revenda ou desmontava os automóveis para comercialização de peças em ferro-velhos. A quadrilha contava com “batedores”, responsáveis por monitorar a presença da polícia, e executores, que realizavam os roubos e entregavam os veículos às comunidades controladas pelo Comando Vermelho.
De acordo com a 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, havia provas consistentes de autoria e materialidade, como registros de ocorrência, rastreamento de veículos e celulares, além de confissões extrajudiciais de integrantes. A decisão também ressaltou a gravidade dos crimes e o risco à ordem pública, justificando a necessidade da prisão preventiva.
O Ministério Público destacou que a medida é parte de um esforço contínuo para enfraquecer organizações criminosas no Rio de Janeiro, especialmente aquelas voltadas a crimes patrimoniais. Para os investigadores, a prisão desses chefes é fundamental para reduzir a influência da facção sobre roubos e clonagem de veículos na capital e na região metropolitana.














