Justiça condena Claudia Mayara a 20 anos por latrocínio com Boa Noite Cinderela

Claudia Mayara Alves Soliva

Justiça condena Claudia Mayara a 20 anos e 10 dias de prisão pelo crime de latrocínio em um dos casos mais emblemáticos de golpe Boa Noite Cinderela no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada pela juíza Camila Rocha Guerin, da 36ª Vara Criminal, que destacou a existência de provas “robustas e cristalinas” contra a acusada.

De acordo com a denúncia, Claudia Alves Soliva e comparsas doparam o colombiano Manuel Felipe Martínez Mantilla, de 36 anos, utilizando altas doses de clonazepam. Em seguida, a quadrilha roubou o cartão bancário da vítima e realizou diversas compras. O crime aconteceu em outubro de 2024, quando o economista, professor universitário e assessor do Ministério da Fazenda da Colômbia visitava o Brasil a passeio.

A investigação revelou que Manuel esteve na Pedra do Sal, no Centro, e depois seguiu para um bar no Complexo da Maré, onde ingeriu bebidas misturadas a clonazepam, MDMA e ecstasy. Um motorista de aplicativo percebeu seu estado debilitado e o levou ao Hospital Federal de Bonsucesso, mas ele não resistiu. A perícia concluiu que a morte foi causada por edema pulmonar decorrente das substâncias ingeridas.

Apontada como líder da maior quadrilha de golpe Boa Noite Cinderela no Rio, Claudia estava presa preventivamente desde março. Segundo a Polícia Civil, ela coordenava a atuação do grupo, especializado em atrair vítimas em bares e casas noturnas, dopá-las e roubar seus pertences.

Apesar da condenação, a defesa de Claudia ainda pode recorrer. O caso evidencia a gravidade desse tipo de crime, que continua sendo uma preocupação crescente para a segurança pública da capital fluminense.

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