Julgamento do STF sobre eleição governador tampão RJ volta nesta quinta

Palácio Guanabara

Julgamento do STF sobre eleição governador tampão RJ volta nesta quinta com a retomada da análise no plenário do Supremo Tribunal Federal sobre como será feita a escolha do novo chefe do Executivo estadual. A decisão vai definir se o processo ocorrerá por voto direto da população ou de forma indireta, por meio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A análise teve início na quarta-feira (8) e, até o momento, conta com dois votos, resultando em empate. As ações em julgamento foram apresentadas pelo PSD do Rio de Janeiro e questionam as regras para a definição do chamado governador tampão.

O ministro Luiz Fux votou a favor da eleição indireta, realizada pela Alerj, defendendo ainda que, nesse caso, o processo seja conduzido por votação secreta entre os parlamentares.

Já o ministro Cristiano Zanin apresentou entendimento contrário, defendendo que a escolha deve ser feita por meio de eleição direta, com participação do eleitorado, por considerar que a situação possui natureza eleitoral.

A expectativa agora recai sobre a continuidade do julgamento nesta quinta-feira, quando o ministro Flávio Dino deve apresentar seu voto. Ele já havia sinalizado, em manifestações anteriores, posicionamento favorável à realização de eleições diretas.

A decisão do STF é acompanhada de perto tanto no Rio de Janeiro quanto em Brasília, já que o resultado definirá quem ficará à frente do governo estadual até o fim de 2026.

O processo chegou à Corte após a renúncia do então governador Cláudio Castro, em março, pouco antes de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível.

Além disso, o cenário se agravou com a saída prévia do vice-governador Thiago Pampolha, configurando uma situação de dupla vacância no Executivo estadual.

Com isso, o estado aguarda a definição do STF para saber qual será o caminho adotado na escolha do novo governador tampão.

Enquanto isso, o desfecho do julgamento pode redesenhar não apenas o comando do estado, mas também os próximos movimentos políticos no Rio.

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