Fluminense e Lucho Acosta sob os olhos da CBF por suspeita de manipulação em apostas
O meia Lucho Acosta, do Fluminense, está no centro de uma investigação conduzida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A apuração teve início após um alerta emitido pela Sportradar, empresa parceira da FIFA, que identificou um volume considerado expressivo de apostas direcionadas ao recebimento de um cartão amarelo pelo jogador durante a partida contra o Bragantino, válida pelo Campeonato Brasileiro.
O confronto em questão ocorreu no dia 17 de julho, no Maracanã, e terminou com o placar de 1 a 1. Lucho Acosta recebeu a advertência nos minutos finais da partida, em meio a uma confusão generalizada que também resultou na expulsão de John Kennedy, do Fluminense, e Agustín Sant’Anna, do Bragantino. O clube carioca confirmou o recebimento da notificação da CBF e se comprometeu a colaborar com as autoridades.
Segundo o Fluminense, o jogador argentino negou veementemente qualquer envolvimento em irregularidades e segue normalmente integrado ao elenco, sendo relacionado para as partidas. A investigação busca determinar se houve alguma correlação entre o volume de apostas e o cartão recebido pelo atleta. Conforme divulgado, o relatório da Sportradar foi encaminhado às autoridades esportivas, incluindo a Polícia Federal, o Ministério Público e o STJD.
Relatório da Sportradar aponta volume elevado de apostas
O documento elaborado pela Sportradar, especializado em monitoramento de integridade no esporte, detectou um padrão de apostas que chamou a atenção das autoridades. O volume de apostas no cartão amarelo de Lucho Acosta foi classificado como elevado, o que motivou a abertura da investigação pela CBF. A entidade esportiva agora busca esclarecer se houve alguma manipulação.
Até o momento, não há qualquer conclusão sobre a participação do atleta em irregularidades. A investigação está em andamento e visa apurar os fatos com rigor. O Fluminense declarou estar à disposição para colaborar com todos os órgãos competentes na elucidação do caso.
Lucho Acosta nega participação e já foi absolvido em outro julgamento
É importante ressaltar que Lucho Acosta já havia sido julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelos acontecimentos gerais da partida contra o Bragantino, incluindo a confusão. Naquela ocasião, o meia foi absolvido, assim como o companheiro Freytes. John Kennedy, por sua vez, recebeu uma suspensão de dois jogos.
O caso atual, no entanto, se concentra especificamente no alerta relacionado ao mercado de apostas e ao cartão amarelo recebido pelo jogador. A CBF e os demais órgãos competentes seguirão com a apuração, enquanto Lucho Acosta permanece à disposição do Fluminense para as próximas partidas.
CBF e órgãos de justiça acompanham o caso
A CBF comunicou o caso a diversos órgãos de justiça, incluindo a Polícia Federal, o Ministério Público e o STJD. Essas entidades poderão acompanhar o andamento da apuração e, se necessário, intervir no processo. O objetivo é garantir a integridade do futebol brasileiro.
O Fluminense reiterou seu compromisso em cooperar com as autoridades e aguarda o desfecho das investigações antes de qualquer manifestação adicional. O clube confia na isenção e na transparência do processo.
Detalhes da advertência em campo
De acordo com a súmula da partida, o árbitro Davi de Oliveira Lacerda registrou que Lucho Acosta recebeu o cartão amarelo por “atuar de maneira a mostrar desrespeito ao jogo”. A infração ocorreu após o jogador empurrar um adversário de forma temerária, fora da disputa pela bola. O documento também mencionou o acréscimo de tempo devido à confusão generalizada entre os atletas das duas equipes.














