Incêndio na Ceasa: Paes afirma que não haverá impacto na oferta de alimentos

Incêndio na Ceasa

O incêndio na Ceasa que atingiu parte do pavilhão 43, em Irajá, na Zona Norte do Rio, mobilizou equipes durante a madrugada desta quarta-feira (3). Apesar das chamas destruírem 28 lojas, o prefeito Eduardo Paes afirmou que não há risco de desabastecimento de alimentos na central.

Paes explicou que a maior parte dos comércios danificados pertence a grandes distribuidoras com outras bases na cidade, fator que, segundo ele, mantém a segurança do fornecimento. O fogo começou ainda na madrugada e foi controlado pelo Corpo de Bombeiros, impedindo danos ainda maiores.

O prefeito destacou que a responsabilidade sobre o armazenamento seguro dentro da central deve ser compartilhada pelos permissionários, reforçando a necessidade de critérios mais rígidos. Ele também afirmou que, num primeiro momento, não haverá subsídios destinados às empresas atingidas, já que possuem outras estruturas de operação. “A maioria dos boxes que se incendiaram são de grandes empresas que têm outros boxes aqui. Então, num primeiro momento, não terá subsídio”, declarou. Para ele, é essencial que os ocupantes do espaço adotem medidas de prevenção. “Não dá para ficar bombeiro aqui de ‘babá de marmanjo’. Não dá para estocar do jeito que querem e do jeito que entendem”, disse.

Na operação, mais de 100 militares atuaram no combate às chamas. O Corpo de Bombeiros mobilizou equipes de 15 unidades, com 31 viaturas e um drone com câmera térmica, utilizado para mapear focos de calor e orientar a entrada segura dos agentes. Informações preliminares indicam que o fogo teria começado em uma loja de alimentos antes de atingir estabelecimentos vizinhos com materiais inflamáveis, como papel, plástico e bebidas.

O governador Cláudio Castro também acompanhou a ação, ressaltando o trabalho das equipes desde os primeiros momentos. Segundo ele, o Estado segue atento à ocorrência para preservar vidas e minimizar prejuízos.

A Polícia Civil informou que a 27ª DP (Vicente de Carvalho) ficará responsável pela investigação e deve apurar as causas do incêndio. Entre as linhas de apuração, estão as condições de armazenamento, normas de segurança e as circunstâncias que possibilitaram a rápida propagação do fogo no pavilhão.

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