Homem que matou segurança em Búzios é denunciado por homicídio qualificado

Vitor Gonçalves Mattos Viana

O homem que matou segurança em Búzios, Vitor Gonçalves Mattos Viana, de 28 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por homicídio duplamente qualificado e porte de arma branca. A promotoria quer que o acusado vá a júri popular e seja condenado a pagar uma indenização por danos morais à família da vítima, no valor mínimo de 100 salários-mínimos.

O crime ocorreu na madrugada do último domingo (20), na Orla Bardot, em Armação dos Búzios. Segundo a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça da cidade, Vitor acreditou, equivocadamente, que havia levado um tapa no capacete enquanto passava de moto em frente a um bar. Pensando que o autor da suposta agressão era o segurança Carlos Alberto Machado Ribeiro, de 59 anos, ele decidiu atacá-lo.

Testemunhas relataram que Vitor desceu da moto, se afastou e depois retornou ao local. Aproveitando o momento em que Carlos virou de costas para entrar no bar, desferiu vários golpes de canivete, incluindo um golpe fatal no pescoço. Carlos foi socorrido ao Hospital Municipal Rodolpho Perissé, mas não resistiu. Ele trabalhava no local havia três anos e deixa esposa e dois filhos.

“O crime foi praticado com meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”, apontou o Ministério Público, que também conseguiu a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva na última terça-feira (22), por meio do Núcleo de Atuação nas Centrais de Audiência de Custódia (NACAC/MPRJ).

Conforme a delegada Flávia Monteiro, da 127ª DP (Búzios), não houve qualquer contato prévio entre a vítima e o agressor. Segundo depoimentos, o tapa teria sido dado por outra pessoa, o que não impediu Vitor de voltar armado ao local e atacar Carlos. “A vítima sequer teve a chance de se defender”, afirmou a delegada.

O canivete utilizado no crime foi apreendido e o laudo do Instituto Médico Legal será anexado ao processo. Vitor, preso em flagrante por outros seguranças logo após o crime, já foi transferido para o sistema prisional do estado. Ele optou por permanecer em silêncio e aguardar para se manifestar apenas em juízo, acompanhado por advogado.

Segundo a Polícia Civil, Vitor não tinha antecedentes criminais, era estudante e residia no bairro Geribá, em Búzios.

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