O rapper Mauro Davi Nepomuceno dos Santos, conhecido como Oruam, teve sua prisão mantida e foi classificado como detento de alta periculosidade ao dar entrada na Penitenciária Dr. Serrano Neves, localizada no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. O artista se entregou à polícia na última terça-feira (22), após ser alvo de mandado de prisão, e passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (23).
Segundo a Polícia Civil, Oruam responde por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, dano ao patrimônio público, lesão corporal, desacato, ameaça e resistência qualificada. A corporação afirma que o cantor atacou agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente em sua casa, localizada no Joá, também na Zona Oeste.
Após a confusão, o rapper afirmou que se refugiou no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, onde teria recebido apoio da facção criminosa Comando Vermelho. A mesma organização criminosa é liderada por seu pai, Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, preso há mais de três décadas em penitenciária federal.
Oruam agora está preso na mesma unidade onde também esteve o funkeiro MC Poze do Rodo, que foi detido em maio deste ano e liberado no mês seguinte para responder ao processo em liberdade.
Histórico de detenções
Essa não foi a primeira vez que o rapper foi preso. Em fevereiro, ele foi detido em flagrante por favorecer um foragido da Justiça, encontrado dentro de sua residência. Na ocasião, os agentes apreenderam armas de airsoft, uma pistola 9mm, munições, rádios comunicadores, joias e um kit rajada.
Na mesma época, Oruam foi autuado novamente durante uma blitz na Barra da Tijuca por direção perigosa. Ele foi levado à delegacia após fazer uma manobra arriscada na frente de uma viatura da PM e dirigir com a carteira de habilitação vencida. A fiança foi estabelecida em R$ 60 mil.
Agora, classificado como de alta periculosidade, o rapper permanece detido enquanto responde a uma série de acusações criminais, agravadas pela associação com o tráfico e pela tentativa de obstrução da ação policial.














