Homem é preso por feminicídio após mãe achar filha morta no sofá

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil sob a suspeita de matar a esposa, Andriele dos Santos, de 34 anos. O corpo da vítima foi encontrado pela própria mãe no sofá da residência da família, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, após parentes estranharem a falta de contato.

Segundo as investigações iniciais divulgadas pelas autoridades policiais, o assassinato teria ocorrido na última sexta-feira. No entanto, o corpo de Andriele só foi localizado no dia seguinte, quando familiares decidiram ir até o imóvel para buscar notícias da vítima.

Investigação aponta maridão como principal suspeito de feminicídio

A descoberta do crime mobilizou agentes das forças de segurança logo após a mãe da vítima entrar no imóvel e se deparar com a filha sem vida sobre o sofá. De imediato, a Polícia Militar foi acionada para isolar o local e preservar os elementos que possam ajudar na perícia técnica.

Após as primeiras diligências no local do crime, a Polícia Civil localizou e efetuou a prisão do marido da vítima. As equipes policiais trabalham para esclarecer a motivação exata do crime e a dinâmica dos fatos que levaram à morte de Andriele dos Santos.

A perícia criminal realizou os levantamentos no local para identificar a causa exata do óbito e recolher vestígios que auxiliem no inquérito. O suspeito foi encaminhado para a delegacia, onde permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

O que já se sabe sobre o caso

De acordo com os dados apurados pela polícia, a família de Andriele começou a notar seu desaparecimento após tentativas frustradas de contato telefônico e mensagens sem resposta ao longo de mais de 24 horas.

Preocupada com o silêncio repentino, a mãe da vítima resolveu ir pessoalmente à residência. Ao entrar na casa, encontrou a filha já inanimada no sofá do cômodo principal. A polícia informou que a data provável do crime é a sexta-feira, mas os detalhes periciais sobre a causa da morte ainda dependem do laudo do Instituto Médico Legal.

O marido foi detido como o principal suspeito e responderá pelo crime de feminicídio, que é o assassinato praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, com previsão de penas severas no Código Penal Brasileiro.

Como denunciar casos de violência contra a mulher

A violência contra a mulher pode e deve ser combatida com a ajuda de vizinhos, amigos e familiares. Caso você presencie ou suspeite de agressões ou ameaças no seu bairro, existem canais públicos e gratuitos disponíveis 24 horas por dia para receber denúncias e prestar auxílio imediato.

  • Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): Serviço público e gratuito que funciona em todo o país, 24 horas por dia, todos os dias da semana. Aceita denúncias anônimas e oferece orientação às vítimas.
  • Polícia Militar (Ligue 190): Deve ser acionada imediatamente em situações de emergência, flagrante delito ou quando a agressão estiver acontecendo naquele instante.
  • Disque Denúncia: Permite o envio de informações sigilosas sobre paradeiro de agressores e crimes sem a necessidade de identificação.
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM): Unidades voltadas ao acolhimento e registro de ocorrências para proteção das vítimas de violência doméstica.

O que fazer se você for vítima ou testemunha

Se você estiver vivendo uma situação de ameaça ou violência dentro de casa, ou se conhecer alguém que precisa de ajuda, o primeiro passo é buscar um canal seguro de apoio antes que a situação se agrave.

É possível solicitar Medidas Protetivas de Urgência diretamente em qualquer delegacia de polícia ou por meio da Defensoria Pública. As medidas servem para afastar o agressor do lar e proibir a aproximação e qualquer tipo de contato com a vítima e seus familiares.

Guardar mensagens de texto, áudios de ameaças e buscar atendimento médico em unidades de saúde logo após agressões são passos fundamentais para produzir provas que garantam a punição do agressor na Justiça.

Como fica o andamento das investigações

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que colherá depoimentos de testemunhas, vizinhos e familiares da vítima nos próximos dias para encorpar o inquérito policial.

O suspeito detido passará por audiência de custódia, na qual o juiz determinará se ele permanecerá preso preventivamente durante o andamento de todo o processo judicial. A polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais para encaminhar o caso concluído ao Ministério Público.

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