Um homem foi preso em flagrante pela Patrulha Maria da Penha em Quissamã, no Norte Fluminense, após agredir a esposa e a filha dentro de casa. O caso foi registrado na 130ª Delegacia de Polícia.
A ocorrência começou após vizinhos e familiares perceberem a confusão e acionarem a Guarda Civil Municipal. Quando os agentes chegaram ao imóvel, a agressão ainda estava acontecendo e o suspeito continuava muito alterado.
Agressor foi contido e preso em flagrante dentro de casa
Segundo a equipe que atendeu o chamado, o homem apresentava comportamento extremamente agressivo e fazia ameaças diretas contra a integridade física das duas mulheres. Diante do risco imediato que a mãe e a filha enfrentavam, os guardas municipais precisaram intervir rapidamente para imobilizar o agressor.
Após ser contido, ele recebeu voz de prisão no próprio local. Ele foi algemado e levado na viatura da Patrulha Maria da Penha direto para a 130ª DP de Quissamã, onde a prisão em flagrante foi formalizada com base nos crimes previstos na Lei Maria da Penha.
As vítimas, abaladas com as agressões físicas e verbais, receberam os primeiros socorros logo após a retirada do suspeito do imóvel. A equipe da guarda garantiu o transporte seguro de mãe e filha até a rede municipal de proteção para os procedimentos médicos e psicológicos cabíveis.
Como funcionou o socorro e amparo das vitimas
Além da ação de segurança para afastar o agressor, o protocolo da Patrulha Maria da Penha exige que a atenção seja voltada para o acolhimento imediato de quem sofreu a violência. A esposa e a filha foram encaminhadas para os serviços especializados de assistência social da Prefeitura de Quissamã.
Nesses locais de atendimento municipal, as vítimas passam por avaliação médica, recebem suporte psicológico e são orientadas sobre a emissão de medidas protetivas de urgência. A medida impede legalmente que o agressor volte a se aproximar da residência ou do local de trabalho das vítimas.
A rede de apoio também verifica se há necessidade de abrigo temporário ou acompanhamento contínuo por assistentes sociais, garantindo que a mãe e a filha não fiquem desamparadas após a formalização do boletim de ocorrência na delegacia.
Como denunciar casos de violencia domestica
Quem presenciar ou for vítima de agressão dentro do ambiente familiar não deve se calar. O apoio da vizinhança e a denúncia rápida são fundamentais para salvar vidas e interromper ciclos de violência antes que o pior aconteça.
Em casos de emergência ou quando a agressão está acontecendo naquele exato momento, o caminho mais rápido é ligar para o telefone 190 da Polícia Militar ou acionar a Guarda Municipal da sua cidade. O atendimento funciona durante 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Para denúncias anônimas de maus-tratos ou violência contínua em qualquer bairro do Estado do Rio de Janeiro, a população conta com o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177. Há também a Central de Atendimento à Mulher, no número 180, que oferece orientação gratuita e sigilosa sobre os direitos e os locais de apoio em cada município.
O que fazer se voce for vitima de agressao em casa
A mulher que sofrer qualquer tipo de agressão física, verbal, psicológica ou ameaça deve procurar imediatamente a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência. No caso de lesões corporais, o registro na Polícia Civil é essencial para a realização do exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.
Na própria delegacia, a vítima pode solicitar as medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha. O juiz tem o prazo legal de até 48 horas para analisar o pedido e determinar o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato e a fixação de distância mínima de segurança.
É importante guardar provas como mensagens de texto, áudios de aplicativo, fotos de hematomas ou contatar testemunhas que possam prestar depoimento. Caso não tenha condições financeiras para pagar advogado, a vítima tem direito a atendimento gratuito pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Quem responde pela investigacao e proximos passos
A investigação do caso ocorrido em Quissamã está sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 130ª DP. O acusado permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias, onde o juiz vai definir se ele continuará preso preventivamente ou se responderá ao processo em liberdade com tornozeleira eletrônica.
A Guarda Civil Municipal continuará acompanhando o caso por meio da Patrulha Maria da Penha, fazendo visitas periódicas à residência para certificar que as medidas de proteção à mãe e à filha estão sendo cumpridas rigorosamente.















