O surto de gripe aviária no BioParque do Rio já causou a morte de 18 aves. As informações foram confirmadas nesta sexta-feira (25), quando dois pavões e outras 16 galinhas-d’angola foram diagnosticados com o vírus. As primeiras mortes haviam sido registradas no dia 17 deste mês, e desde então medidas de contenção vêm sendo adotadas.
Diante dos óbitos, a direção do BioParque acionou o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, para confirmar a presença do vírus. A Savana Africana, área onde os animais estavam, foi imediatamente interditada por 14 dias, em cumprimento aos protocolos internacionais de biossegurança.
Inicialmente, todo o parque foi fechado ao público por uma semana. As demais áreas foram reabertas na quinta-feira (24), mas o acesso à Savana Africana continua restrito. Segundo a administração do espaço, as demais espécies seguem sob monitoramento rigoroso, com o apoio das autoridades sanitárias estaduais.
“O caso segue sendo acompanhado por meio de monitoramento contínuo realizado pela equipe técnica, com apoio das autoridades sanitárias competentes”, informou o BioParque em nota oficial.
Como medida de precaução, 15 funcionários que tiveram contato próximo com as aves mortas estão sendo acompanhados por órgãos de saúde. Nenhum deles apresentou sintomas até o momento. A coordenação das ações está a cargo da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e da Superintendência de Defesa Agropecuária Estadual.
Apesar da gravidade do surto, as demais atividades no parque continuam operando normalmente, com protocolos reforçados. Entre as medidas adotadas estão a desinfecção constante das áreas, controle de acesso e uso obrigatório de equipamentos de proteção individual por parte dos funcionários.














