O governador Cláudio Castro assinou, na manhã dessa quinta-feira (10), contratos para finalmente retomar as obras da estação Gávea, da Linha 4 do Metrô. Paralisados desde 2015, os trabalhos deveriam ter sido finalizados em 2016 antes dos jogos olímpicos. Um dos documentos assinados é um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A operadora da Linha 4 desistirá de explorar o serviço, repassando a operação para o Metrô Rio, que se compromete a investir R$ 600 milhões na obra. Em contrapartida, o contrato de exploração da linha será estendido por mais 10 anos, até 2048.
Três documentos foram assinados na cerimônia realizada próximo ao canteiro de obras da estação: o termo de concessão da linha 4, por meio do qual é unificada a operação de todas as linhas do metrô na concessionária MetrôRio, encerrando a operação da Rio Barra. O segundo, um termo aditivo ao contrato de concessão do MetrôRio, e o terceiro, o contrato de construção da Estação Gávea.
A previsão é que a estação seja entregue em 2028 e atenda a cerca de 20 mil passageiros por dia. Estão previstas diversas frentes de trabalho, com a expectativa de até 2.500 operários atuando no auge da obra, o que deve acontecer entre oito e dez meses após o início. Neste sábado, a passagem básica do metrô sobe de R$ 7,50 para R$ 7,90. Durante a cerimônia, do lado de fora, alguns manifestantes seguravam cartazes em protesto contra o aumento.
“O sistema metroviário do Rio estava travado. O país tem problemas em concessões de modo geral. Precisamos de um marco regulatório para as concessões com regras claras. Vamos ter que enfrentar a questão das tarifas à luz da lei. Não adianta fazer uma discussão irresponsável como os técnicos do TCE fizeram com uma conta que ninguém sabe como foi feita. A redação tem que ser feita, mas não é de graça, temos que achar soluções reais”, disse o governador Cláudio Castro.
A primeira etapa, ainda sem data definida de início, será reativar as bombas de sucção que vão retirar os 36 milhões de litros de água acumulados na estação desde 2018. Essa água foi mantida ali para garantir a estabilidade do terreno enquanto a obra estava paralisada.
“É a primeira vez que se unificam duas concessões públicas. Aqui destravamos não só a estação da Gávea, mas destravamos o metrô do Rio de Janeiro. Vamos comprar mais trens, haverá mais gente usando o serviço e vamos conseguir abaixar a tarifa. Agora de fato estamos com os trens nos trilhos e o mesmo vai acontecer com a SuperVia”, disse o secretário de Transportes do estado Washington Reis.
Segundo ele, ainda este ano serão licitadas novas estações como as da Praça XV e da Cruz Vermelha.
A retirada da água e o rebaixamento do lençol freático devem durar cerca de seis meses. Serão feitas intervenções nas galerias do túnel que ligará a Barra à Zona Sul, acessado pela entrada de serviço na Travessa Madre Jacinta (próxima à PUC). Após essa etapa as escavações serão retomadas com explosões. O “tatuzão”, equipamento usado para escavação de túneis, não será reativado.
“Estamos inaugurando um novo ciclo de expansão e investimento no metrô. A Gávea é só o começo”, disse Guilherme Ramalho, presidente do Metrô Rio.














