Governador interino Ricardo Couto defende cautela em eleição no Rio

Governador interino Ricardo Couto

Ricardo Couto governador interino do Rio de Janeiro defende cautela ao tratar do processo que definirá o próximo chefe do Executivo estadual. O desembargador assumiu o cargo após a renúncia de Cláudio Castro e já iniciou as primeiras ações à frente do governo.

Em coletiva realizada nesta quarta-feira (25), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Couto destacou que pretende agir com responsabilidade antes de qualquer definição sobre a eleição que escolherá o novo governador. Segundo ele, será encaminhado um ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para esclarecer se o pleito será direto, com participação popular, ou indireto, conduzido pelos deputados estaduais.

“Por razões de segurança, eu estou preferindo oficiar para evitar que amanhã haja questionamentos. Todos nós sabemos que essas eleições que estão por vir estão gerando muita disputa, muitas versões e por isso a necessidade de seriedade nesse momento”, afirmou.

Apesar da indefinição, Couto indicou que há uma tendência para a realização de eleição indireta, embora tenha ressaltado que ainda é necessário confirmar juridicamente esse caminho.

“Tudo leva a crer, pelo conteúdo do julgado, que será indireta, mas eu preciso tirar isso. Estou tomando o máximo de cautela”, explicou.

O governador interino também destacou a importância de evitar decisões precipitadas que possam gerar questionamentos futuros ou instabilidade no processo político.

“Devemos ter cautela para que esse processo se dê de maneira correta e responsável”, acrescentou.

Além da discussão eleitoral, Couto ressaltou que seguirá atuando normalmente à frente do Executivo estadual, mesmo que de forma temporária. Segundo ele, a função exige responsabilidade e decisões firmes enquanto estiver no cargo.

“O estado tem um governador. Se tiver que tomar medidas drásticas, irei tomar”, declarou.

Ele também mencionou a linha sucessória prevista em lei, destacando que, com a definição de um novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a condução do governo pode ser transferida automaticamente.

A expectativa é que o processo de escolha do novo governador seja concluído em até 30 dias após a renúncia de Cláudio Castro, período em que o estado permanece sob gestão interina.

Enquanto isso, o cenário político segue em aberto, com discussões intensas sobre o formato da eleição e os impactos dessa decisão para o futuro do Rio de Janeiro.

E a definição dos próximos passos pode influenciar diretamente os rumos do estado em um momento de transição política delicada.

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