Operação Mão Fantasma prende suspeitos de golpes milionários pela internet
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás e a 71ª DP (Itaboraí), no Rio de Janeiro, resultou na prisão de nove pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em estelionato e lavagem de dinheiro. Os criminosos aplicavam golpes por meio de fraudes eletrônicas, causando prejuízos significativos às vítimas. Um dos casos investigados aponta uma perda inicial de mais de R$ 30 mil para uma idosa.
A investigação que levou à operação teve início em 2024, após uma senhora de 68 anos, moradora de Goiânia, ser vítima de um golpe que a fez perder R$ 32 mil. A partir daí, as autoridades descobriram a atuação de um grupo que utilizava técnicas avançadas para enganar seus alvos, realizando transferências bancárias ilícitas e lavando o dinheiro obtido de forma criminosa.
As prisões ocorreram em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. Dois suspeitos não foram localizados e são considerados foragidos. Conforme as investigações, o dinheiro desviado era rapidamente movimentado para diversas contas e ocultado em uma estrutura complexa para dissimular sua origem. A população do Rio de Janeiro é alertada sobre os perigos de emprestar contas bancárias para terceiros, prática que também é crime.
Técnica de Spoofing e Engenharia Social: Como funcionava o golpe
O grupo criminoso utilizava a técnica de spoofing, que permite mascarar o remetente de mensagens. Dessa forma, SMS falsos eram enviados às vítimas, aparecendo como se fossem comunicações legítimas de seus próprios bancos. A engenharia social era empregada para persuadir os alvos a fornecerem informações pessoais e códigos de autenticação.
Com os dados obtidos, os golpistas acessavam as contas bancárias e realizavam transferências indevidas. A Polícia Civil de Goiás, através do delegado Thiago Cesar de Oliveira, do Grupo de Repressão a Estelionato e outras Fraudes (GREF), informou que a investigação começou com a idosa que teve valores subtraídos de sua conta e transferidos para contas no Rio de Janeiro.
Lavagem de Dinheiro e Movimentações Suspeitas
A Polícia Civil destacou que o dinheiro obtido com os golpes era imediatamente transferido para dezenas de contas controladas pelo grupo. Posteriormente, os valores eram movimentados de forma fracionada, configurando uma estrutura de lavagem de dinheiro para ocultar a origem ilícita dos recursos. Um dos principais alvos da investigação teria movimentado cerca de R$ 100 mil em poucos dias.
Os presos podem responder pelos crimes de furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de capitais. A delegada Norma Lacerda, titular da 71ª DP (Itaboraí), ressaltou a importância da colaboração entre as polícias e alertou sobre os riscos de emprestar contas bancárias, prática que também configura crime e pode levar à prisão.
Operação Conjunta com Apoio de Diversos Órgãos
A operação contou com o apoio de equipes do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI), do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação demonstra a força da integração entre as forças de segurança no combate a crimes cibernéticos e de estelionato.














