Goleiro Bruno perdeu uma batalha judicial envolvendo Facebook e Instagram após ter a ação movida contra a Meta extinta pela Justiça. A decisão foi tomada pelo 1º Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes e está relacionada à prisão do ex-atleta.
Bruno Fernandes foi preso em 8 de maio, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após ser considerado foragido por descumprir regras impostas para manter a liberdade condicional. Com a nova situação prisional, o andamento do processo no Juizado Especial foi interrompido.
Segundo o entendimento judicial, pessoas privadas de liberdade não podem atuar como partes em ações que tramitam nos Juizados Especiais Cíveis. Isso ocorre porque esse tipo de procedimento exige a participação presencial dos envolvidos em audiências de conciliação.
Antes da prisão, a defesa do ex-goleiro tentou duas vezes obter autorização para que ele participasse de forma virtual da audiência marcada no processo. Os pedidos foram negados pela Justiça, com base no mesmo fundamento que depois levou à extinção da ação.
A decisão não analisou quem tinha razão na disputa entre Bruno e a Meta. Na prática, o processo foi encerrado por uma questão processual, sem julgamento do mérito.
Com isso, o ex-atleta ainda pode apresentar uma nova ação baseada nos mesmos fatos, desde que o caso seja levado à Justiça comum, fora do rito dos Juizados Especiais.
A ação contra a Meta foi apresentada no fim de março. No processo, Bruno alegava que seu perfil profissional no Instagram enfrentava falhas de funcionamento que teriam reduzido sua visibilidade na plataforma.
De acordo com a argumentação apresentada, a conta seguia ativa, mas teria deixado de aparecer para parte dos usuários brasileiros, levando terceiros a acreditar que o perfil havia sido desativado ou excluído.
A reclamação tinha como alvo a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook. No entanto, com a prisão do ex-goleiro e as limitações previstas para processos nos Juizados Especiais, a discussão foi encerrada antes de qualquer análise sobre a suposta falha na plataforma.
O episódio representa mais um desdobramento jurídico envolvendo Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samúdio e novamente preso após descumprir condições estabelecidas pela Justiça para permanecer em liberdade.














