Conforme a coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles, Gabriela Pagidis, funcionária do gabinete do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já custou aos cofres públicos R$ 807,5 mil desde 2017. Embora esteja lotada como secretária parlamentar, a fisioterapeuta atua em duas clínicas particulares em Brasília, em horários que deveriam ser dedicados ao trabalho no Congresso Nacional.
Uma investigação acompanhou a rotina de Gabriela e revelou que ela bate ponto em uma clínica na Asa Norte às segundas e quartas-feiras e trabalha em outra unidade às terças e quintas à tarde. Na última sexta-feira, ela foi vista em uma academia pela manhã e, mais tarde, visitando o Zoológico, tudo durante o expediente oficial da Câmara.
Antes de ser nomeada no gabinete de Motta, Gabriela já havia ocupado a mesma função com o ex-deputado Wilson Filho, aliado político do atual presidente da Câmara. Somando os dois períodos, ela já recebeu mais de R$ 890 mil sem comprovação de presença no trabalho parlamentar.
A reportagem também destaca que Gabriela estudou fisioterapia em período integral na Universidade de Brasília (UnB) entre 2014 e 2019 e concluiu duas pós-graduações, o que dificultaria ainda mais a conciliação com o cargo público.
Em nota, o gabinete de Hugo Motta afirmou que todos os funcionários “atuam de forma remota, dentro das regras estabelecidas pela Câmara”, mas o caso levantou questionamentos sobre a existência de outros servidores fantasmas ligados ao parlamentar.














