Funcionária da Comlurb é presa por homicídio após preparar vitamina com veneno para o marido

Iris Maria Soares da Silva foi presa nesta sexta-feira

Uma funcionária da Comlurb é presa acusada de matar o companheiro com uma vitamina envenenada, em Irajá, Zona Norte do Rio. A prisão de Íris Maria Soares da Silva aconteceu na manhã desta sexta-feira (24), após investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

De acordo com a Polícia Civil, Íris preparou uma vitamina de banana misturada com chumbinho e enviou para o marido, Rogério Maurício Moreira da Gama, também funcionário da Comlurb, consumir no café da manhã. Após ingerir a bebida, ele passou mal, foi socorrido e levado a uma unidade de saúde da região, mas não resistiu.

O crime aconteceu em fevereiro deste ano, e o laudo de necropsia apontou intoxicação exógena por ação química como causa da morte, identificando a presença da substância terbufós-sulfóxido, altamente tóxica e usada em produtos agrícolas.

As investigações revelaram que o casal tinha um relacionamento marcado por brigas e episódios de ciúme. A polícia descobriu ainda que Íris pesquisou sobre o veneno na internet na véspera do crime, o que reforçou a tese de planejamento e premeditação.

Com base nas provas, a DHC pediu a prisão preventiva da suspeita, decretada pela juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 4ª Vara Criminal da Capital. Na decisão, a magistrada destacou a gravidade do crime e o risco de interferência na investigação, já que muitas testemunhas são colegas de trabalho da acusada ou parentes da vítima.

“A acusada teria agido de forma premeditada e covarde, insistindo para que a vítima ingerisse a substância letal, além de dar instruções repetidas para que agitasse a bebida contaminada antes de tomar”, escreveu a juíza em sua decisão.

Ambos trabalhavam na gerência da Comlurb em Irajá. Em nota, a companhia informou que acompanha o caso e que, caso o envolvimento da servidora seja confirmado, tomará as medidas cabíveis conforme o estatuto funcional.

Laudo técnico confirmou uso de veneno agrícola altamente tóxico

O laudo de necropsia confirmou que a morte de Rogério Maurício foi causada por intoxicação exógena, provocada pela substância terbufós-sulfóxido, presente em alguns tipos de inseticidas e produtos agrícolas. O composto é classificado como extremamente perigoso para a saúde humana e pode levar à morte em poucas horas após a ingestão.

De acordo com os peritos da Polícia Técnico-Científica, a vítima apresentou sintomas compatíveis com envenenamento agudo, como falta de ar, náuseas e perda de consciência. A análise também identificou traços da substância no recipiente usado para preparar a vitamina e em restos alimentares recolhidos na residência do casal.

A DHC informou que ainda realiza diligências complementares e que o inquérito deve ser concluído nas próximas semanas, com o envio do processo ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para oferecimento da denúncia definitiva.

Limpatech