A fraude no seguro-desemprego virou alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (6) em cidades do Paraná e da Grande São Paulo. A ação investiga um esquema criminoso especializado em pedidos irregulares do benefício trabalhista, com prejuízo estimado em cerca de R$ 8 milhões aos cofres públicos.
Batizada de Operação “Labor Fictus”, a ofensiva foi realizada em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a organização criminosa.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas fictícias para simular vínculos empregatícios e solicitar o seguro-desemprego de forma ilegal. Até o momento, os investigadores identificaram aproximadamente 1.200 pedidos fraudulentos ligados a 69 empresas falsas.
As apurações começaram após uma denúncia encaminhada à Polícia Federal de Maringá, no Paraná. A partir daí, a área de Inteligência Trabalhista do Ministério do Trabalho passou a colaborar na identificação dos responsáveis pelo esquema.
A operação mobilizou cerca de 40 policiais federais e quatro servidores da inteligência do ministério. Além das buscas, a Justiça autorizou medidas como quebra de sigilo telemático e bloqueio de bens dos investigados.
De acordo com os investigadores, o esquema teria movimentado milhões de reais utilizando dados e registros fraudulentos para acessar benefícios trabalhistas pagos pelo governo federal.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato majorado e organização criminosa. A Polícia Federal segue analisando documentos, equipamentos eletrônicos e materiais apreendidos durante a operação.
As investigações continuam e não está descartada a possibilidade de novas fases da operação nos próximos meses, conforme o avanço das análises realizadas pelas autoridades.
O caso reacende o alerta das autoridades sobre golpes envolvendo benefícios sociais e trabalhistas, principalmente diante do aumento de tentativas de fraudes digitais em sistemas públicos.














