Força Municipal do Rio começou a atuar neste domingo (15), marcando o início das operações da tropa armada da Guarda Municipal criada para reforçar o combate a crimes de rua na cidade. O lançamento oficial ocorreu durante uma cerimônia no Leblon, com a presença do prefeito Eduardo Paes e autoridades municipais.
A nova unidade foi apresentada como uma iniciativa da prefeitura voltada principalmente para o enfrentamento de roubos e furtos em áreas de grande circulação. Durante o evento, Paes destacou que a atuação da tropa busca contribuir para melhorar a sensação de segurança da população.
A equipe já iniciou o trabalho em alguns pontos estratégicos da cidade, incluindo a Rodoviária do Rio, um dos locais de grande fluxo de passageiros. A presença da tropa integra o conjunto de ações municipais voltadas ao reforço da segurança urbana.
Durante o discurso aos guardas municipais, o prefeito reconheceu os desafios relacionados à segurança pública no estado e ressaltou que a nova unidade terá um papel específico no enfrentamento da criminalidade nas ruas.
— Esta é a primeira vez que a prefeitura coloca à disposição da população uma iniciativa mais concreta, mais objetiva, focada na segurança pública. Ninguém aqui vai ter a responsabilidade de tomar território, ninguém aqui vai ter a responsabilidade de enfrentar milícia, crime organizado, tráfico de drogas. Mas é uma tarefa que pode fazer a diferença na vida das pessoas — afirmou.
Ao lado do secretário Breno Carnevale, Paes também criticou a condução da segurança pública pelo governo estadual, em mais um episódio de troca de críticas com o governador Cláudio Castro.
— Ao longo das últimas décadas, o Rio tem passado por sucessivas experiências de governantes, especialmente governadores, que prometem resolver esse problema. Infelizmente, o que a gente vê é a situação cada vez mais piorar — declarou.
O prefeito também pediu firmeza na atuação dos agentes da Guarda Municipal diante da criminalidade.
— Não se curvem a bandidos. Não se curvem a delinquentes. Nós estaremos do lado de vocês para fazer com que a lei valha. O delinquente deve ser, sempre que necessário, imobilizado, neutralizado, para que ele não aja às custas da sociedade — disse.
Durante o discurso, Paes também mencionou o impacto da atividade policial nas famílias dos agentes e reconheceu a pressão enfrentada pelos profissionais que atuam na segurança pública.
— A população do Rio chegou a um momento em que parou de acreditar na possibilidade de a gente reverter essa situação. É possível. Dá para fazer. Mas não está nas costas de vocês sozinhos. É responsabilidade de todos, principalmente dos homens públicos, dar as condições para as forças policiais trabalharem com respeito, dignidade e condições adequadas — afirmou.
A criação da nova tropa ocorre em meio ao debate crescente sobre segurança pública na capital fluminense. A expectativa da prefeitura é que a presença da Força Municipal contribua para reduzir crimes de rua e ampliar a presença de agentes nas áreas mais movimentadas da cidade.
Com a estreia da nova unidade, a atuação da Guarda Municipal ganha um novo capítulo na estratégia de segurança urbana do Rio de Janeiro, tema que continua no centro das discussões entre autoridades e moradores da cidade.














