Detran-RJ interdita ferro-velho em Teresópolis após achado de peças de carros roubados em operação de desmonte

Detran-RJ interdita ferro-velho em Teresópolis

Operação do Detran-RJ fecha ferro-velho irregular em Teresópolis com peças de veículos roubados

Uma operação conjunta do Detran-RJ resultou na interdição de um ferro-velho e uma loja de autopeças em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O estabelecimento funcionava de maneira irregular e foi alvo de denúncia anônima.

Durante a fiscalização, realizada na Rodovia BR-116, agentes encontraram peças de dois carros com registro de roubo em um terreno próximo ao local. Um dos itens era o capô de um Fiat Palio, subtraído em Teresópolis no ano de 2021, e o motor de um Ford Fusion, roubado em Duque de Caxias em 2025.

O proprietário do ferro-velho foi levado à 110ª Delegacia de Polícia, em Teresópolis, para prestar depoimento, onde responderá por suspeita de receptação de peças. Ele terá um prazo de 30 dias para apresentar notas fiscais que comprovem a origem legal dos materiais encontrados.

Estabelecimento operava sem cadastro e sem rastreabilidade

Segundo informações divulgadas pelo Detran-RJ, o ferro-velho não possuía o cadastro necessário junto ao órgão para operar legalmente. A fiscalização também verificou a ausência das etiquetas de rastreabilidade obrigatórias nas peças comercializadas, um item essencial para identificar a procedência dos componentes automotivos.

Operação Desmonte visa combater o desmanche ilegal de veículos

A ação faz parte da Operação Desmonte, uma iniciativa do Detran-RJ focada em fiscalizar estabelecimentos que lidam com desmontagem de veículos, sucatas e a venda de peças automotivas. O objetivo é coibir a receptação e o comércio de peças provenientes de crimes.

Parceria com outros órgãos garante fiscalização completa

Além do Detran-RJ, a operação contou com a participação de equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. Técnicos do Inea identificaram um potencial risco de contaminação do solo no local, enquanto a Polícia Civil realizou perícia no estabelecimento, reforçando a abrangência da fiscalização.

Caso a procedência das peças não seja comprovada dentro do prazo estipulado, todo o material encontrado poderá ser apreendido pelas autoridades competentes, como parte das medidas para desarticular atividades ilegais no setor de autopeças.

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