Fazenda prevê PIB mais fraco no 3º trimestre e reação no fim de 2024

O Ministério da Fazenda projetou um ritmo de crescimento mais lento da economia brasileira no terceiro trimestre do ano. A expectativa do governo federal é de recuperação no consumo e nos serviços durante o último trimestre de 2024.

A desaceleração projetada entre os meses de julho e setembro reflete o impacto dos juros elevados na atividade econômica e na concessão de crédito. Para o trabalhador do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense, esse cenário exige maior cautela no orçamento doméstico, principalmente na hora de parcelar compras ou assumir financiamentos de longo prazo.

Desaceleração do PIB no terceiro trimestre afeta comércio e crédito

De acordo com os analistas da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a desaceleração momentânea da economia é considerada um movimento de acomodação após meses de consumo aquecido no início do ano. O Produto Interno Bruto, que mede a soma de todas as riquezas produzidas no país, sente os efeitos das taxas de juros que encarecem os empréstimos para empresas e famílias.

No estado do Rio de Janeiro, o setor de serviços e o comércio popular — como os polos do Saara, no Centro do Rio, e do calçadão de Nova Iguaçu — sentem o reflexo direto dessa moderação das compras. Quando o consumidor segura o dinheiro, as lojas reduzem encomendas e seguram novas contratações temporárias antes da maratona das festas de fim de ano.

Apesar do ritmo mais lento no meio do ano, o governo manteve a estimativa de que o país fechará 2024 com crescimento positivo, sustentado pelo mercado de trabalho formal, pelo reajuste do salário mínimo e pela ampliação dos programas de transferência de renda federais e estaduais.

O que muda no bolso de quem mora no Rio de Janeiro?

A perda de ritmo da economia significa que a criação de novos postos de trabalho pode ser mais pontual nos meses de agosto e setembro. No entanto, setores cruciais para a Baixada Fluminense e a zona norte da capital, como a construção civil e o comércio varejista, mantêm contratações operacionais para atender à demanda acumulada.

O crédito mais caro exige atenção redobrada dos trabalhadores na hora de usar o cartão de crédito ou solicitar crédito pessoal em bancos e devedoras. Especialistas orientam evitar o parcelamento com juros altos para garantir fôlego financeiro para os compromissos do início de ano, como IPVA, IPTU e material escolar dos filhos.

Por outro lado, o ritmo mais ameno da atividade econômica ajuda a segurar a inflação de itens essenciais. Alimentos e produtos de limpeza tendem a registrar menor variação de preços nas prateleiras dos supermercados da região metropolitana durante esse período de menor pressão consumidora.

O que esperar da retomada da economia no fim do ano?

A aposta do Ministério da Fazenda para a reação da economia entre outubro e dezembro está centrada na injeção do 13º salário na economia e nas contratações temporárias. O período das festas de fim de ano costuma movimentar fortemente o setor de serviços, hotéis, restaurantes e o transporte rodoviário e urbano no Rio.

Outro fator determinante para o reaquecimento do mercado interno é a liberação de recursos de programas sociais e o pagamento de precatórios e restituições do Imposto de Renda, que aumentam a circulação de moeda nas periferias e grandes centros urbanos do estado.

A expetativa das associações comerciais fluminenses é que as vagas temporárias abertas para a Black Friday e o Natal tenham início no final de outubro, servindo de porta de entrada para quem busca reingressar no mercado de trabalho formal com carteira assinada.

Como se planejar e buscar orientação financeira

Para o trabalhador que deseja organizar as contas da casa ou quitar dívidas atrasadas antes do fim do ano, o atendimento presencial do Procon-RJ oferece apoio para negociação de débitos com concessionárias de luz, água e estabelecimentos bancários.

As unidades do Poupatempo RJ e postos de atendimento do Procon no centro da capital e em municípios como Duque de Caxias, São João de Meriti e Niterói realizam mutirões periódicos de renegociação. É necessário apresentar documento de identidade, CPF e comprovantes da dívida para iniciar o atendimento.

O trabalhador também pode utilizar o canal oficial do governo federal na internet (consumidor.gov.br) para registrar renegociações diretamente com empresas credenciadas sem sair de casa, evitando intermediários e custos extras.

Como buscar vagas de emprego na região metropolitana

Quem busca oportunidades de trabalho durante o período de recuperação econômica pode procurar os postos do Sine (Sistema Nacional de Emprego) distribuídos pelo estado do Rio de Janeiro. O cadastro é gratuito e exige apenas a apresentação de carteira de trabalho, RG e CPF.

Na capital fluminense, a Secretaria Municipal de Trabalho e Renda disponibiliza postos de atendimento da Nave do Conhecimento e centros operacionais em diversos bairros das zonas norte e oeste. O cadastramento de currículos também é feito de forma digital pelos portais do governo estadual e municipal.

Para dúvidas sobre direitos trabalhistas ou denúncias de irregularidades em contratos temporários, a população pode acionar o Ministério do Trabalho e Emprego pelo telefone 158. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, com ligação gratuita a partir de telefones fixos.

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