“Nunca vi um fanático com senso de humor. Sobretudo humor autodepreciativo. Se você tem um tipo de humor que lhe permite rir de si mesmo, você é imune ao fanatismo”, diz o escritor israelense Amós Oz, autor do livro “Como Curar um Fanático”.
Essa reflexão motivou a criação da peça “Fanatismo Contagioso“, que reflete sobre as variadas formas de fanatismo a partir da perspectiva da comédia, mostrando que, quanto mais radicalizado é o comportamento de um extremista, mais perto do ridículo ele se encontra.
A peça lança um olhar bem-humorado sobre os perigos do fanatismo, um fenômeno mundial – seja ele político, religioso, esportivo ou até ligado a discursos de “coaches” ou culto a celebridades. Nos anos recentes, o Brasil tem experimentado um crescimento alarmante do fanatismo, marcado pelo apoio cego a líderes políticos, pela intolerância religiosa e consequente clima de hostilidade e divisão.
Um fanático em geral não se considera um fanático. E como buscar uma cura ele não se vê “doente”? E não sendo visto como patológico, o fanatismo se espalha como praga que contamina as pessoas de forma implacável, dando origem a todo tipo de radicalismo.
É justamente o conceito de contágio que estrutura esta comédia, formada por sete cenas aparentemente independentes que se interligam através de um personagem que migra de uma cena à outra, levando o fanatismo adiante.
ESTREIA: dia 30 de janeiro (5ªf), às 20h
ONDE: Teatro das Artes / Shopping da Gávea
HORÁRIOS: às 5ªf, às 20h
CAPACIDADE: 400 espectadores
DURAÇÃO: 50 min
GÊNERO: comédia
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
ACESSIBILIDADE: sim
TEMPORADA: até 27 de fevereiro