Em frente ao Instituto Médico‑Legal do Rio de Janeiro (IML), no Centro do Rio, familiares de pessoas mortas na Operação Contenção protestaram na noite desta quinta-feira (30). O grupo formou uma corrente humana e bloqueou a Avenida Francisco Bicalho, ocupando a via com cerca de 30 manifestantes que se ajoelharam no asfalto para exigir justiça e agilidade na liberação dos corpos.
Pouco antes das 18h, os manifestantes impediram o fluxo de veículos na avenida, em frente ao IML, pedindo a divulgação imediata dos nomes dos mortos — até então, conforme o instituto, 100 dos 117 suspeitos da megaoperação haviam sido identificados. Durante o protesto, policiais utilizaram spray de pimenta para dispersar a multidão por volta das 18h25, liberando o tráfego da via.
Segundo parlamentares presentes na diligência ao IML, embora 60 corpos já tenham sido liberados para sepultamento, ainda não há uma relação pública com os nomes de todos os mortos identificados. A direção do instituto teria informado que essa responsabilidade cabe à Secretaria de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
O protesto ocorre em um contexto de forte pressão por transparência e responsabilização após a operação que mirou os complexos da Penha e do Alemão, onde foram contabilizadas 121 mortes, entre policiais e suspeitos, tornando-se a mais letal da história estadual até o momento.














