Família encontra cadáver errado no caixão do tio

Amentha Hunt

Uma mulher da Califórnia está processando uma funerária após um episódio chocante envolvendo o cadáver errado no caixão de seu tio. Amentha Hunt afirma que, ao chegar ao velório de Otis Adkinson, de 80 anos, a família encontrou um desconhecido no caixão, vestindo o terno do falecido.

Segundo reportagem da KCAL News, Amentha contou que o episódio aconteceu no necrotério Harrison-Ross, em Compton. A família havia se preparado para se despedir de Otis, mas foi surpreendida por um corpo estranho no local da cerimônia. “Era um cara deitado lá com o terno do meu tio, mas não era meu tio”, relatou ela à emissora.

Mesmo diante do choque, a funerária teria insistido que não havia erro. Um dos funcionários afirmou que aquele corpo realmente era de Otis, mesmo com a insistência dos parentes de que algo estava errado. A confirmação do equívoco só veio após Amentha apresentar uma foto do tio falecido.

Depois do reconhecimento da falha, a equipe do necrotério levou aproximadamente três horas para localizar e posicionar corretamente o corpo de Otis no caixão. Ainda assim, segundo Hunt, o trauma causado pela imagem do estranho com as roupas do tio é algo que permanecerá com ela para sempre. “É doloroso. Ainda penso nisso. Ver o cadáver errado é algo que nunca vai desaparecer. Ainda consigo ver aquele cara”, desabafou.

O advogado da família, Elvis Tran, classificou o caso como uma violação grave dos padrões básicos de cuidado e respeito. Ele afirmou que a empresa precisa rever seus procedimentos para evitar que outros passem pela mesma situação. “Eles se enganaram num aspecto básico do serviço. Negaram o erro, mesmo diante de evidências claras, e isso é inaceitável”, declarou.

A funerária Harrison-Ross negou as acusações e declarou que está se preparando para apresentar uma carta de cessação de serviço contra Hunt. A nota oficial da empresa não esclareceu os motivos da confusão, nem se haverá apuração interna.

Otis Adkinson morreu em 28 de fevereiro de 2025. Segundo seu obituário, ele era natural de Memphis e viveu no sul da Califórnia, onde trabalhou por 29 anos como paramédico no Serviço de Ambulâncias Schaefer, sendo posteriormente promovido a supervisor. A família o descreve como um homem simples, alegre, apaixonado por pesca, churrascos, dança e torcedor fiel do Los Angeles Lakers.

O caso ganhou repercussão nacional nos Estados Unidos e reacendeu o debate sobre protocolos e fiscalização nos serviços funerários. Internautas expressaram indignação e solidariedade à família, enquanto especialistas em direito do consumidor alertaram para a falta de regulação em algumas empresas do setor.

Para a família, o pedido na Justiça não se trata apenas de uma reparação financeira, mas de uma cobrança por respeito e responsabilidade. “Queremos garantir que isso não aconteça com outra família. É o mínimo que se espera num momento de luto”, concluiu Amentha Hunt.

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